Bovespa opera instável após pacote de Bush; dólar bate R$ 1,78
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera instável, acompanhando a tendência internacional, após o anúncio prévio do pacote do governo americano para tentar deter uma possível recessão.
O Ibovespa, principal índice de ações, desvaloriza 0,01%, aos 57.029 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,50 bilhões. Na Europa, o mercado de Londres opera em leve baixa de 0,01%, enquanto a Bolsa de Frankfurt retrai 1,34%. Nos EUA, o índice Dow Jones sobe 0,03%.
O dólar comercial é negociado a R$ 1,789 para venda, em alta de 0,11%. Pela manhã, o Banco Central entrou no mercado e realizou leilão de câmbio, aceitando ofertas por R$ 1,777 (taxa de corte). A taxa de risco-país atinge 252 pontos, um avanço de 2,43%, em seu nível mais alto desde novembro de 2005.
O presidente George W. Bush fez um anúncio rápido e sem maiores detalhes sobre o prometido pacote para animar a economia. Bush pediu ao Congresso americano que apresente propostas para cortes de impostos tanto para empresas quanto para consumidores. Segundo o presidente dos EUA, para ser efetivo, o pacote tem que representar cerca de 1% do PIB, o que significa cerca de US$ 145 bilhões em estímulos fiscais.
Os mercados acompanham de perto os descaminhos da economia americana, atentos a quaisquer indicadores econômicos e declarações de autoridades locais, principalmente do Federal Reserve (banco central dos EUA). Ontem, Ben Bernanke, titular do Fed, azedou o humor dos investidores ao sugerir, durante testemunho no congresso, que a situação é de recessão iminente.
Entre as principais notícias do dia, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) informou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da segunda quadrissemana deste mês teve alta de 0,71% ante 0,81% do período imediatamente anterior.
A FGV (Fundação Getulio Vargas) comunicou que o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) teve alta de 1,02% em janeiro contra 1,59% em dezembro.
Nos EUA, a Universidade de Michigan informou que seu índice de confiança do consumidor, um dos mais influentes do mercado, subiu de 75,5 pontos em dezembro para 80,5 pontos neste mês. O indicador costuma ser visto como uma sinalização das tendências de consumo para os meses subsequentes.
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