Dinheiro
18/01/2008 - 18h51

Bovespa fecha em alta de 0,82%; Vale e Petrobras puxam recuperação

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

As ações de Vale e Petrobras pouparam a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) de um quarto dia de perdas, após o mercado ter recebido com reservas o plano de estímulo fiscal preliminarmente anunciado pelo presidente dos EUA, George W. Bush.

O Ibovespa, indicador que reflete os preços das ações mais negociadas, teve ganho de 0,82%, aos 57.506 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,80 bilhões.

As ações "carro-chefe" do mercado contribuíram na recuperação da Bolsa. Em Nova York, os investidores voltaram a comprar papéis brasileiros e valorizaram as ADRs de Petrobras (alta de 1,62%) e Vale do Rio Doce (2,85%). No Brasil, a ação preferencial da petrolífera subiu 1,34%, a R$ 71,80, enquanto o papel da Vale teve alta de 2,56%, sendo cotada a R$ 46,87 no pregão de hoje.

"A Bolsa caiu muito nos últimos dias e os preços [das ações] ficaram muito baixos. Foi mais, como se diz, um repique técnico. O pacote [do Bush] não ajudou muito: o mercado continua muito volátil, muito sensível aos problemas da economia americana", comentou Advaldo de Campos, da AMW Agentes Autônomos de Investimentos.

Na Europa, o mercado de Londres encerrou o dia em leve queda de 0,01%, enquanto a Bolsa de Frankfurt cedeu 1,34% no fechamento. Nos EUA, o índice Dow Jones cai 0,41%, às 18h47.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,785 para venda, em declínio de 0,11%, nas últimas operações registradas nesta sexta-feira. A taxa de risco-país atinge 250 pontos, um avanço de 1,62%, em seu nível mais alto desde novembro de 2005.

O presidente George W. Bush fez um anúncio rápido e sem maiores detalhes sobre o prometido plano para animar a economia. Bush pediu ao Congresso americano que apresente propostas para cortes de impostos tanto para empresas quanto para consumidores. Segundo o presidente dos EUA, para ser efetivo, o pacote tem que representar cerca de 1% do PIB, o que significa cerca de US$ 145 bilhões em estímulos fiscais.

Profissionais de mercado notaram a ausência de maiores detalhes sobre o plano e receberam com reservas o anúncio. "Acho que se o pacote não fosse anunciado hoje, o mercado provavelmente iria estressar um pouco. A questão é que o governo americano não discriminou qualquer medida e não detalhou nada", afirmou Ideaki Iha, analista da corretora Fair.

"O plano de Bush sozinho não é suficiente para evitar uma recessão na maior economia do mundo. No entanto, devem-se considerar as ações do Federal Reserve com os cortes das taxa de juro básica e taxa de redesconto, que deve ocorrer novamente no final deste mês", avaliou a consultoria Austin Rating, em comentário sobre as medidas.

"Cremos que as ações do Fed, Tesouro e governo surtirão efeitos mais contundentes ao longo do primeiro semestre de 2008, podendo, inclusive, a economia norte-americana já estar preparada para uma retomada no segundo semestre, mesmo que em ritmo lento e intensidade moderada", acrescenta a consultoria.

Comentários dos leitores
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
É verdade, Henrique Silva. O Brasil melhorou consideravelmente seu status internacional, alguns de seus históricos sociais. Parabéns ao Governo Lula! O problema é fechar os olhos para os equívocos... Tem uma turminha aí que não larga o osso seja qual for o governo, seja qual for sua matiz. A democracia e o amadurecimento de suas instituções não podem prescindir da crítica.
Que o próximo, seja qual for, seja melhor ainda!!!!
sem opinião
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Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
O grande problema de muitos brasileiros é ter o COMPLEXO DE VIRA-LATA. Estas pessoas complexadas não aceitam o fato de que o Brasil é hoje a nona potência econômica mundial e que em dez anos seremos a quinta, segundo previsões econômicas nacionais e internacionais. Não aceitam que o Brasil é um país democrático, que estamos crescendo de forma sustentável, que estamos variando nossa matriz energética, que o atual governo é melhor que o anterior, que internacionalmente estamos infinitamente mais respeitados que há 7 anos, que o IDH está aumentando, que a desigualdade social caiu, que o poder de compra melhorou, que a dívida pública caiu, que o desemprego caiu, que os salários estão sendo reajustados acima da inflação, que 32 milhões de pessoas saíram da pobreza.
RESUMINDO: O COMPLEXO DE VIRA-LATA NÃO DEIXA A PESSOA VER QUE O BRASIL MELHOROU.
2 opiniões
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Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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