Petrobras e japonesa Mitsui avaliam locais para cinco usinas de álcool
da Folha Online
da Agência Brasil
O presidente mundial da empresa japonesa Mitsui, Shoei Utsuda, informou nesta sexta-feira que os locais para instalação das cinco usinas de álcool previstas em acordo firmado com a Petrobras estão em fase de definição. Já estão acertadas, porém, usinas em Goiás e Mato Grosso.
A parceria entre a Petrobras e a gigante japonesa prevê a construção de 40 usinas no país, nas quais as duas empresas seriam minoritárias (com limite de 30% de participação). Segundo a Petrobras, cada usina está avaliada em US$ 200 milhões de investimento, com capacidade de produção de 200 a 250 milhões de litros de álcool por ano.
O tempo de construção previsto para cada usina é de dois anos e o contrato de exploração é de 15 anos, informou a Petrobras. O projeto faz parte da meta da empresa de enviar 4 bilhões de litros de álcool para o exterior até 2012.
O projeto da Mitsui e Petrobras é direcionado exclusivamente para atender o mercado externo, especialmente o japonês, segundo informou a estatal. Algumas províncias japonesas já estudam a adição de 3% de álcool à gasolina.
Em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira, Utsuda conversou sobre o acordo firmado com a Petrobras. Lula participou ontem da abertura das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil.
Alimentos
Além da parceria com a Petrobras, no Brasil, o grupo Mitsui é sócio da Companhia Vale do Rio Doce e da Companhia Siderúrgica Nacional e, no Japão, da Toyota e Mitsubishi. Entre as áreas em que a Mitsui tem investimentos estão a de alimentos, papel e celulose, produtos químicos, transportes e telecomunicações.
Na última quarta-feira, durante o Simpósio Econômico Brasil-Japão, em São Paulo, Utsuda manifestou também o interesse de "fazer do Brasil a base da produção de alimentos para a Europa". Para dar a largada neste projeto, a companhia comprou uma fazenda na Bahia, a qual Utsuda visitou no início da semana.
O empresário comentou os efeitos da crise na economia dos Estados Unidos. Para ele, países emergentes como Brasil, Índia, Rússia e China não sofrerão tanto e, inclusive, poderão ajudar na recuperação da economia norte-americana.
"O Brasil, acredito, não sentirá impacto direto tão grande. A economia dos países emergentes, na minha opinião, não está tão ligada aos Estados Unidos", disse a jornalistas após o encontro com Lula.
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