Dinheiro
21/01/2008 - 07h56

Bolsas asiáticas fecham em queda com pessimismo sobre pacote nos EUA

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da Folha Online

As Bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, com os investidores desapontados quanto ao anúncio feito na semana passada pelo presidente dos EUA, George W. Bush, de um pacote de incentivos fiscais para estimular a economia americana. O pacote foi visto como insuficiente para eliminar o risco de uma recessão.

O índice referencial Hang Seng da Bolsa de Hong Kong despencou hoje, com queda de 5,49%, fechando aos 23.818,86 pontos; O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio (Japão), fechou com uma forte queda de 3,86% (maior do ano), em 13.325,94 pontos. O índice Topix, que reúne a todos os valores da primeira seção, caiu 3,56%, para 1.293,74 pontos.

O índice Kospi da Bolsa de Seul fechou hoje com uma forte queda de 2,95%, aos 1.683,56 pontos (primeiro encerramento abaixo dos 1.700 pontos em cinco meses); já o índice de valores tecnológicos Kosdaq caiu 2,17%, para 651,87 pontos.

As duas Bolsas chinesas fecharam com em baixa --a Bolsa de Xangai teve a maior queda em mais de seis meses. Em Xangai, o índice geral caiu 5,14%, para 4.914,4 pontos, com volume de negócios de US$ 18 bilhões. Em Shenzhen, o índice geral caiu 5,08%, para 17.210,93, com volume de negócios de US$ 9,6 bilhões.

O temor dos investidores é que uma recessão nos EUA venha a prejudicar os setores mais ligados às exportações nos países asiáticos --que têm no mercado americano um dos principais destinos de seus produtos.

Excluindo-se o Japão, cerca de 43% das exportações asiáticas vão para os EUA, contra 37% em 1995, segundo cálculos do banco de investimentos Lehman Brothers. Uma queda de 1 ponto percentual na economia americana poderia causar um recuo de 1,3 ponto percentual na taxa de crescimento da China, segundo o Citigroup.

No sábado (19), Bush exigiu do Congresso uma atuação sem demora em seu pacote de medidas para estimular a economia e para tornar permanentes os cortes de uma série de impostos. "Aprovar um novo pacote de crescimento é nossa prioridade econômica mais urgente", disse Bush em seu programa semanal de rádio.

Na sexta-feira, Bush anunciou um plano de estímulo de cerca de US$ 145 bilhões para revitalizar a economia americana. Ele também pediu ao Congresso que complete as medidas tornando permanentes os cortes de impostos implementados em sua administração --os cortes têm hoje caráter temporário e devem expirar em dois anos.

"As pessoas certamente estão nervosas sobre o risco de uma recessão nos EUA se alastrar para o resto do mundo", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o diretor da Asian Economic Forecasting at Action Economics em Cingapura, David Cohen.

 

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