Dinheiro
21/01/2008 - 11h24

Bovespa acompanha mercados mundiais e despenca 5,2%; dólar marca R$ 1,82

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

Os mercados financeiros iniciam a semana com fortes perdas, em meio à frustração generalizada com o plano de estímulo fiscal anunciado previamente pelo presidente dos EUA, George W. Bush. Para muitos analistas, a maior economia do planeta está à beira de uma recessão.

Em menos de 20 minutos de negócios, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) já despenca 5,92%, aos 54.126 pontos, menor patamar desde agosto de 2007.

Na Ásia, as principais Bolsas de Valores fecharam com fortes baixas. O índice Nikkei, do pregão de Tóquio, cedeu 3,86% no fechamento, enquanto a Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 5,49%. Na Europa, os principais mercados também operam em território negativo: a Bolsa de Londres retrai 3,13% enquanto a Bolsa de Frankfurt perde 5,36%.

A cotação moeda americana também dispara: o dólar comercial já é negociado a R$ 1,824 para venda, em alta de 2,18%.

Hoje é feriado nos Estados Unidos (Martin Luther King Day), o que interrompe as atividades do mercado financeiro. Sem a referência de Wall Street, analistas avaliam que o giro financeiro da Bovespa deve ser prejudicado

No front doméstico, investidores devem operar sob expectativa da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que inicia amanhã sua reunião de dois dias, quando deve decidir a nova taxa básica de juros do país. A maioria dos analistas do setor financeiro considera que o Comitê deve manter a chamada "Selic" em 11,25% ao ano.

Outro fator que pode acentuar a instabilidade dos negócios é o vencimento de opções sobre ações. Opções são contratos que negociam os direitos de compra ou de venda de um ativo financeiro (no caso, ações), a um preço pré-determinado (preço de exercício), durante um prazo estabelecido (vencimento). No dia do vencimento, os investidores decidem se exercem (compram ou vendem) o papel pelo preço acertado, pagando um prêmio.

Na semana passada, devido ao elevado nível de nervosismo sobre a situação dos EUA, operadores das corretoras acreditavam que o vencimento das opções poderia contribuir para arrastar ainda mais o mercado.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
sem opinião
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Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h43
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h43
LULA: estimulou a criação de emprego e reduziu o desemprego deixado por FHC de 13% para 7,5% (em outubro de 2009). Os salários tiveram recuperação da perda deixada por FHC e o salário mínimo mais que dobrou (o resultado foi a movimentação econômica e a queda do desemprego)
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h42
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h42
Só pra esclarecer algumas diferenças na política econômica do governo LULA e a (des)política do governo tucano:
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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