Medo de recessão faz Bolsas européias despencarem; Madri cai 7,54%
da Folha Online
As Bolsas européias tiveram um dia de quedas, em alguns casos de mais de 7%, no pregão desta segunda-feira. Os temores de que a economia americana esteja a caminho de uma recessão --ou que já esteja em uma-- afetou os investidores (efeito que já havia sido observado nas Bolsas asiáticas hoje).
O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, foi o que teve a queda mais expressiva do dia, fechando em baixa de 7,54%, com 12.625,80 pontos.
A Bolsa de Londres teve baixa de 5,48%, fechando com 5.578,20 pontos; a Bolsa de Paris teve queda de 6,83%, ficando com 4.744,45 pontos; a Bolsa de Frankfurt fechou em baixa de 7,16%, com 6.790,19 pontos; a Bolsa de Milão perdeu 4,85%%, ficando com 25.606 pontos; a Bolsa de Amsterdã perdeu 6,14% e ficou com 422,45 pontos; e a Bolsa de Zurique caiu 5,26%, para 7.287,14 pontos.
O Índice FTSEurofirst 300, que reúne as ações das principais empresas européias, chegou a cair 5,3%, para 1.286,14 pontos. Durante o dia o índice chegou a cair para 1.278,79 pontos.
As Bolsas asiáticas também sofreram quedas significativas, com destaque para as perdas nas Bolsas de Hong Kong (-5,49%), Tóquio (-3,86%) e Xangai (-5,14%).
Com o feriado nos EUA (Dia de Martin Luther King), as Bolsas em Wall Street permaneceram fechadas --o que foi visto como sinal de alívio, reduzindo os volumes de negócios.
A expectativa, no entanto, é que os mercados de ações americanos abram amanhã em baixa, uma vez que o cenário ainda é o de uma possível recessão. Na semana passada, a revista "Fortune" divulgou uma pesquisa em que mostrou que os americanos já vêem a economia dos EUA em recessão ou prevêem que ela deverá entrar em algum momento deste ano.
Segundo a pesquisa, 19% dos entrevistados disseram que a economia já está em recessão, enquanto 57% afirmam que a economia irá entrar em recessão em algum momento neste ano. Apenas 19% disseram que a economia americanos conseguirá evitar uma recessão.
"Isso é horrível", disse à agência de notícias Reuters o corretor da Baader Bank em Frankfurt, Christoph Lindner. "Acho que o movimento de hoje é totalmente exagerado, mas é assim que é."
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