Presidente do FMI diz que crise nos EUA é "séria"
da France Presse, em Paris
O diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, qualificou nesta segunda-feira de "séria" a crise provocada pela desaceleração do crescimento americano, e disse que o plano econômico de George W. Bush "não agradou" as Bolsas.
"Trata-se de uma situação séria. Todos os países do mundo estão afetados pela desaceleração do crescimento nos Estados Unidos", declarou Strauss-Kahn à imprensa depois de uma reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.
"Felizmente, os países emergentes ainda têm um crescimento relativamente forte, e seguirão puxando o crescimento mundial. No entanto, é possível que a crise também tenha conseqüências nos países emergentes, fazendo com que o crescimento seja menos elevado do que o previsto", considerou Strauss-Kahn.
Questionado sobre o plano de recuperação de US$ 140 bilhões apresentado sexta-feira pelo presidente americano George W. Bush, o diretor-geral do FMI respondeu que este plano "não parece ter agradado as Bolsas."
"Era de uma certa forma previsível, mas o presidente Bush quis tentar assim mesmo. Isso mostra que nos Estados Unidos, o debate se focaliza cada vez mais nos riscos e, em conseqüência, na necessidade de tentar eliminá-los através da política monetária, mas também de outras maneiras", prosseguiu o ex-ministro da Economia da França.
Strauss-Kahn informou que suas idéias para resolver a crise são "bastante próximas" das do presidente Sarkozy.
"Penso que ele percebe bem os problemas que afetam a economia mundial, ele percebe a necessidade de cuidar desses problemas, independentemente das dificuldades. Acho que ele está certo quando diz que é arriscado tomar algumas medidas, mas é ainda mais arriscado não fazer nada", considerou Strauss-Kahn.
As Bolsas européias caíram vertiginosamente nesta segunda-feira, em meio às decepções dos investidores com o plano apresentado por Bush.
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