Dinheiro
22/01/2008 - 10h14

Para analistas, investidor deve ter cautela

Publicidade

da Folha de S.Paulo

Sair da Bolsa neste momento pode não ser uma boa idéia. Apesar de não ser possível prever quando a Bovespa retomará a rota de alta, abandonar os investimentos em ações agora, em que a Bolsa tem queda anual de 15,93%, significa aceitar essas perdas.

O conselho dos analistas é ter calma. No ano passado, houve momentos de fortes perdas, como em agosto e no começo de novembro. Mas, no balanço do ano, o resultado foi bastante positivo, e o índice Ibovespa, o principal da Bolsa, registrou valorização de 43,6%.

"O investidor que entrou na Bolsa de Valores deve entender que esse é um mercado de alto risco, que tem grandes oscilações. Mas quem sair agora pode se arrepender rapidamente se a Bolsa se recuperar, como vimos ocorrer em outros momentos de crise do mercado", afirma William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV.

Além disso, o investidor deve avaliar o desempenho de sua aplicação em ações por um prazo mais longo do que o dos últimos pregões, para ver se o que investiu já está no vermelho ou não.

A variação das ações que estão no fundo que o investidor escolheu não vai ser necessariamente igual à do Ibovespa, que segue as 64 ações mais negociadas nos pregões da Bolsa. Porém, existe um total de 449 empresas listadas na Bovespa atualmente, com ações que podem ser negociadas.

Para o administrador de investimentos Fábio Colombo, o ideal é que uma pessoa que entrou em um mercado mais arriscado como a Bolsa "tenha definido o máximo que pode arriscar de suas economias".

"Mas não é difícil que, no momento recente de euforia que houve com a Bolsa de Valores, pessoas tenham investido parcelas elevadas de suas economias em ações. Agora precisam avaliar se agüentam as conseqüências [das oscilações]", afirma Colombo.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca