Dinheiro
22/01/2008 - 11h46

Mercado reage ao corte extraordinário de juros nos EUA e Bolsas sobem

da Folha Online

Os mercados globais reagem com força à medida extraordinária do Federal Reserve (o Fed, banco central dos EUA), que ajustou a taxa básica de juros nos Estados Unidos de 4,25% ao ano para 3,5%, uma redução de 0,75 ponto percentual.

Devido à dimensão que a crise tomou, o mercado financeiro já contava que o Fed promovesse um corte de emergência nos juros. A reunião regular estava marcada para o dia 29. Os juros básicos servem de referência para o custo dos empréstimos a empresas e consumidores.

Baixando os juros, o Fed tenta estimular a economia, ao mesmo em que sinaliza a disposição de evitar ao máximo que o país mais rico do planeta caia em recessão, com repercussões mundiais.

Na Europa, as Bolsas começam a mostram uma recuperação cautelosa. A Bolsa londrina ainda enfrenta perdas de 0,79%. Em Frankfurt, a Bolsa tem leve queda de 0,02%. Na França, o índice CAC já sobe 1,23%. As Bolsas americanas devem abrir às 12h30 (hora de Brasília).

O Ibovespa, principal índice de ações, valoriza 2,58% na primeira meia hora de negócios, aos 55.072 pontos. Ontem, a Bolsa fechou em forte queda de 6,6%. Analistas estimavam que, caso a jornada de quedas se acentue, o Ibovespa pode chegar ao patamar dos 50 mil pontos antes que o mercado esboce alguma reação.

Havia uma desconfiança generalizada de que os esforços do governo americano seriam insuficientes para evitar que a maior economia do planeta caia em uma recessão. Ontem, as Bolsas de Valores tiveram fortes perdas justamente devido à frustração com um plano de estímulo fiscal anunciado na semana passada pela Casa Branca.

Na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país. Entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões. O governo pretende, assim, evitar uma queda nos gastos do consumidor --que respondem por cerca de 70% de toda a atividade econômica americana.

Comentários dos leitores
SAO PAULO / SP
Um mulherengo irrecuperável deu a receita do casamento feliz: casar com mulher feia, que não é cobiçada por ninguém. No Brasil fazemos o inverso: preferimos a mulher bonita. Como ela sabe, sempre há o perigo de aparecer outra mais bonita e ela ficar para as traças (inveja de conquistador fracassado?). É esse o mecanismo da bolsa: a mulher feia é a aplicação em negócios sem charme que podem dar lucro a longo prazo (qualquer mulher cuida bem dos filhos, a não ser as degeneradas!). Mulher bonita é a ação que sempre muda para a que aparece no dia e, no dia seguinte, é substituída por outra mais bonita. Estou descrevendo as ações da Petrobrás e da Vale! Elas parecem a "Donna" daquela ária: "La donna è mobile, qual piuma al vento: muta d"accento e de piensero" (homenagem a Carlos Heitor Cony, sem puxação de saco!). Ninguém ganha todas as mulheres, como já disse Domingos de Oliveira, e ninguém ganha de um dia para o outro em ações. Por que, então, essa publicidade absurda com o mercado de ações (uma espécie de Playboy, tão enganoso quanto a revista)? Tem dedo do governo aí, para ganhar folga enquanto espera o bolo da arrecadação crescer (lembremos a enganosa frase de Delfim!). Sugiro aos jornais reportagens com firmas que crescem à margem dos altos negócios que dão em . . . O pequeno que cresce faz muito mais que mil corretoras de ações. Chega de valorizar o supérfluo! sem opinião
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SAO PAULO / SP
Quem vai pagar o apoio de Bush ao auxílio aos emprestadores de dinheiro para créditos podres das imobiliárias? Ganha 0 por 1 quem apostar no resto do mundo. Quem apostar no tesouro americano, paga 2 por 1. É estranho os americanos rejeitarem o comunismo, se eles são os primeiros a socializar os prejuízos! Fazem uma guerra que desvaloriza sua moeda e levam o preço do petróleo para o alto. E a ONU fica editando boletins risíveis sobre as ditaduras africanas, contra as quais não pode nada. Resultado: o imperialismo americano, para os que sobrarem, será substituído pelo imperialismo chinês. Pelo menos será uma novidade: um país comunista explorar o imperialismo. Cuba que se prepare: o açúcar não interessa aos chineses e ela será mais irrelevante que sob o reinado de Wall Street! Os norte-americanos se consideram donos do mundo. O que vai sobrar para eles? a humilhação de dever para a China, quando ela, com seu trilhão de dólares disponíveis para aplicações, começarem a comprar a dívida dos pretensos capitalistas. Estamos às portas de uma nova era da humanidade. Os que sobrarem vivos talvez não achem a sobrevivência tão grande negócio! 2 opiniões
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Saulo Mundim Lenza (190) 21/07/2008 21h30
Saulo Mundim Lenza (190) 21/07/2008 21h30
RIBEIRAO PRETO / SP
Bolsa de Valores, é um negócio para profissionais.
Não tem lugar para amadores e palpiteiros.
20 opiniões
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