Bovespa avança 2,56%, puxada por Petrobras; dólar desce para R$ 1,81
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) resiste à queda nas Bolsas americanas e opera com forte alta, recuperando uma parte das perdas acumuladas. Até ontem, o mercado brasileiro registrava baixa de 15,9%.
Em reunião extraordinária, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) promoveu um ajuste de emergência na taxa básica de juros, que baliza o custo dos empréstimos para consumidores e empresas. A taxa foi rebaixada de 4,25% para 3,50%, num corte de 0,75 ponto percentual.
A boa notícia não foi suficente para animar os investidores nos EUA. A Bolsa de Nova York, que reabriu os negócios somente hoje, cede 2,41%. Em sentido oposto, o Ibovespa, indicador que reflete os preços das ações mais movimentadas, sobe 2,56%, aos 55.085 pontos. O volume financeiro está alto para o horário: R$ 2,91 bilhões.
A recuperação da Bolsa brasileira é puxada pelo bom desempenho das ações da Petrobras. Somente a ação preferencial da petrolífera é responsável por praticamente um quarto dos negócios realizados na Bolsa, com giro de R$ 642 milhões. E o ativo tem uma das valorizações no rol de 64 papéis que compõem o indicador: 6,31%, a R$ 70,67.
O dólar comercial, que ficou próximo de R$ 1,84 pela manhã, agora é cotado a R$ 1,812 (valor de venda), em declínio de 0,98%. A taxa de risco-país continua em alta, aos 270 pontos, número 6,29% superior à pontuação final de ontem.
O banco Merrill Lynch, em relatório para investidores, afirmou que a crise não está restrita aos problema dos créditos imobiliárias "subprime" nos EUA e manifestou "preferência" por ações de economias emergentes.
Ontem, a estatal petrolífera anunciou a descoberta de uma grande jazida de gás natural em um poço próximo à área de Tupi, na Bacia de Santos, na chamada camada pré-sal (de grande profundidade, abaixo da camada de sal subterrâneo).
No front doméstico, investidores também operam sob expectativa da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que inicia hoje sua reunião de dois dias, quando deve decidir a nova taxa básica de juros do país. A maioria dos analistas do setor financeiro considera que o Comitê deve manter a chamada 'Selic' em 11,25% ao ano.
Leia mais
- Acompanhe a cotação do dólar durante o dia
- Entenda o risco-país
- Entenda o Ibovespa
- Confira os principais tipos de investimento e saiba como aplicar
- Folha Explica o dólar, a especulação financeira e o euro, veja capítulos
Especial


LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
avalie fechar
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
avalie fechar
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
avalie fechar