Bolsa japonesa abre em alta após corte de juros nos EUA
da Folha Online
O corte na taxa de juros dos Estados Unidos refletiu positivamente em uma das principais Bolsas asiáticas. A Bolsa de Tóquio abriu hoje com uma alta de 3,42% no índice Nikkei 225, que chegou a 13.003,61 pontos, e no indicador Topix (3,87%), em 1.267,18 pontos.
Hoje, o Federal Reserve (o Fed, banco central dos EUA) decidiu reduzir os juros básicos americanos de 4,25% ao ano para 3,50%, sinalizando que pode tomar novas medidas drásticas --até mesmo novos cortes-- para evitar que os EUA caiam em uma recessão.
Ontem, as bolsas asiáticas amargaram fortes perdas no fechamento dos pregões pelo segundo dia consecutivo. O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em queda de 5,64%, com 12.573,05 pontos (menor nível desde setembro de 2005). O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, caiu 5,70%, para 1.219,94 pontos (menor nível desde outubro de 2005).
A Bolsa de Hong Kong teve queda de 8,7%, ficando com 21.757,63 pontos, em um resultado que quase alcançou a retração de 8,8%, registrada após o 11/9.
Apesar da queda da Bolsa de Tóquio nesta terça e da valorização do iene frente o dólar, ministros japoneses afirmaram que o governo não vai intervir no mercado. O vice-ministro porta-voz, Matsushige Ono, afirmou que o governo espera que a economia continue se recuperando, mas destacou que acompanhará os eventos nos mercados de perto.
Na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país; entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões. O governo pretende, assim, evitar uma queda nos gastos do consumidor (que respondem por cerca de 70% de toda a atividade econômica americana).
O plano, no entanto, é visto pelos analistas como insuficiente. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) também vem agindo, através de cortes de juros (foram três consecutivos no ano passado), a fim de baratear o crédito e levar consumidores e empresas a tomar mais empréstimos e realizar novos financiamentos, para que a economia não entre em recessão.
Uma queda na atividade econômica dos EUA prejudicaria a Ásia, uma vez que são um dos maiores parceiros comerciais da região.
Com Efe
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