Dinheiro
23/01/2008 - 05h48

Principais Bolsas da Ásia voltam a subir após corte de juros nos EUA

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da Folha Online

As principais Bolsas de Valores da Ásia fecharam em alta os pregões desta quarta-feira depois que o Federal Reserve (o Fed, banco central dos EUA) decidiu reduzir os juros básicos americanos --de 4,25% ao ano para 3,50%-- para evitar que os EUA caiam em uma recessão.

O índice Nikkei 255, da Bolsa de Tóquio (Japão), fechou em alta de 2,03%, aos 12.829,06 pontos. O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, subiu 2,45%, em 1.249,93 pontos.

Já o índice Kospi, da Bolsa de Seul (Coréia do Sul), terminou o pregão com avanço de 1,21%, aos 1.628,42 pontos. Ainda na Bolsa de Seul, o índice de valores tecnológicos Kosdaq subiu 0,84%, para 619,98.

Depois de dois dias de quedas, as bolsas asiáticas abriram em avanço, demonstrando certo alívio com a medida de "emergência" dos EUA. A alta nas Bolsas da Ásia pode ajudar a diminuir a tensão nos mercados no resto do mundo.

Uma queda na atividade econômica dos EUA prejudicaria o continente asiático, uma vez que são um dos maiores parceiros comerciais da região.

Após o anúncio do corte, o Ibovespa, da Bolsa de São Paulo valorizou 4,45%, aos 56.097 pontos. O volume financeiro foi alto, de R$ 8,10 bilhões, acima da média diária deste mês (R$ 5,45 bilhões) e dezembro (R$ 6,29 bilhões).

Recessão

Na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país; entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões.

O governo pretende, assim, evitar uma queda nos gastos do consumidor (que respondem por cerca de 70% de toda a atividade econômica americana). O plano, no entanto, é visto pelos analistas como insuficiente.

O Fed também vem agindo, através de cortes de juros (foram três consecutivos no ano passado), a fim de baratear o crédito e levar consumidores e empresas a tomar mais empréstimos e realizar novos financiamentos, para que a economia não entre em recessão.

 

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