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Dinheiro
23/01/2008 - 07h32

Corte de juros do Fed anima Bolsas asiáticas; Hong Kong sobe 10,72%

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da Folha Online

As Bolsas asiáticas retomaram o bom desempenho nesta quarta-feira, após as quedas acentuadas de ontem. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) cortou nesta terça-feira (22) sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, antecipando uma ação que era esperada apenas para a próxima semana. A taxa ficou agora em 3,50%.

A Bolsa de Hong Kong, que ontem teve uma queda de 8,7% (atrás apenas da de 8,8% registrada logo após o 11 de Setembro), hoje subiu 10,72% no índice referencial Hang Seng, ficando com 24.090,17 pontos.

As duas Bolsas chinesas subiram, com alto volume de negociações. Em Xangai, o índice geral subiu 3,14%, para 4.703,05 pontos, com volume de negócios de US$ 19,405 bilhões. Em Shenzhen, o índice geral subiu 5,49% e fechou com 16.874,32 pontos. O volume de negócios foi de US$ 10,391 bilhões.

O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em alta de 2,03%, aos 12.829,06 pontos. O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, subiu 2,45%, para 1.249,93 pontos.

O índice Kospi, da Bolsa de Seul (que ontem teve queda de 4,43%), fechou hoje em alta de 1,21%, para 1.628,42 pontos. O índice de valores tecnológicos Kosdaq subiu 0,84%, para 619,98 pontos.

Na Bolsa de Mumbai, na Índia (que ontem teve os negócios suspensos por uma hora devido a uma queda de quase 10% logo após a abertura), o dia encerrou em alta de 6% no índice Sensex.

O Fed vem reduzindo sua taxa de juros com o objetivo de fornecer um novo estímulo à economia norte-americana e evitar uma recessão. Foi a primeira vez desde os ataques terroristas de 11 de Setembro que o Fed reduziu os juros fora do período de suas reuniões regulares.

Segundo comunicado do Fed, a medida foi tomada em vista do risco de enfraquecimento da economia no futuro e o aumento do risco de desaceleração do crescimento.

O governo americano também vem agindo para evitar uma recessão. Na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país; entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões.

O plano, no entanto, foi visto como insuficiente, provocando quedas nos mercados mundiais nos últimos dias. Segundo analistas, as variações amplas nas Bolsas da Ásia devem prosseguir por algum tempo; a medida do Fed, ainda que bem recebida nos mercados, sinaliza que a crise de crédito nos EUA é um problema mais sério do que se esperava.

"A ação do Fed foi uma surpresa bastante positiva (...) Mas as pessoas também começam a pensar que as coisas podem estar tão ruins que precisam agir", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o estrategista Tsuyoshi Segawa, da Shinko Securities em Tóquio.

O estrategista chefe do Credit Suisse, Shinichi Ichikawa, destacou, segundo a AP, que cortes de juros, mesmo servindo como alívio de curto-prazo, não irá resolver o problema dos créditos de risco inadimplentes --além de levarem meses para gerarem resultados concretos na economia.

"Consideramos o corte de juros do Fed como ainda insuficiente para que os mercados globais se recuperem completamente", afirmou.

A Bolsa de Bancoc (Tailândia) caiu 0,12% hoje e fechou com 740,65 pontos pontos; a Bolsa de Manila (Filipinas) subiu 2,68% e fechou com 3.058,26 pontos; a Bolsa de Cingapura subiu 4,08% e fechou com 2.983,62 pontos; e a Bolsa de Jacarta subiu 7,92%, para 2.476,28 pontos.

 

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