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Dinheiro
23/01/2008 - 08h44

Apesar de corte do Fed, Bolsas européias caem com risco de desaceleração

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da Folha Online

As Bolsas européias operam em baixa nesta quarta-feira, após a divulgação de dados econômicos fracos e de um comunicado do BCE (Banco Central Europeu), reafirmando riscos de desaceleração do crescimento na zona do euro.

Às 8h41 (em Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,57%, para 5.707,30 pontos; a Bolsa de Paris tinha recuo de 0,84%, indo para 4.802,10 pontos; a Bolsa de Milão tinha queda de 1,48%, caindo para 25.490 pontos; a Bolsa de Zurique caía 0,85%, para 7.424,05 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha baixa de 0,96%, caindo para 429,09 pontos; e a Bolsa de Frankfurt caía 1,18%, para 6.689,38 pontos.

Ontem o Federal Reserve (Fed, o BC americano) cortou sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, para 3,50%. Os mercados europeus, que tiveram queda durante o dia ontem, reagiram após o anúncio do Fed e fecharam em alta.

Hoje, no entanto, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse que ainda há risco de uma desaceleração no crescimento da zona do euro e que o banco tem a responsabilidade de conter as expectativas de inflação para evitar mais oscilações em um mercado já bastante incerto.

Seguindo analistas, no entanto, apesar da declaração de combate à inflação do BCE, a expectativa é de o banco siga a ação do Fed e corte também sua taxa de juros (hoje em 4% ao ano).

Asiáticas

A decisão do Fed, no entanto, beneficiou as Bolsas asiáticas hoje: a Bolsa de Hong Kong subiu 10,72%, após uma queda de 8,7% ontem; as Bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen também subiram, com altas de 3,14% e 5,49% respectivamente; a Bolsa de Tóquio fechou em alta de 2,03%; e a Bolsa de Mumbai, na Índia (que ontem teve os negócios suspensos por uma hora devido a uma queda de quase 10% logo após a abertura) subiu 6%.

O Fed vem reduzindo sua taxa de juros com o objetivo de fornecer um novo estímulo à economia norte-americana e evitar uma recessão. O governo americano também vem agindo: na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país; entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões.

 

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