Previsão da Apple e resultados da Motorola desanimam e Bolsas caem em NY
da Folha Online
As Bolsas americanas operam em baixa nesta quarta-feira. As perdas logo após a abertura diminuíram, mas os índices continuam a registrar perdas: o ânimo com o corte de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano) feito ontem (de 0,75 ponto percentual) diminuiu e as notícias negativas divulgadas pela Apple e pela Motorola.
Às 15h45 (em Brasília), a Bolsa de Valores de Nova York registrava queda de 2,49%, indo para 11.686,84 pontos no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), enquanto o S&P 500 caía 3,09%, para 1.274,57 pontos. A Bolsa Nasdaq tinha baixa de 3,89%, indo para 2.203,02 pontos.
A Apple Computer --criadora do iPod e do iPhone-- informou ontem que prevê um crescimento de 29% em suas vendas neste primeiro trimestre, o que ficou abaixo do esperado por analistas e investidores. A notícia foi vista como indicação de que os gastos dos consumidores (que respondem por cerca de 70% da atividade econômica americana) estão declinando.
Pesquisa divulgada na semana passada pela revista "Fortune" mostrou que já há uma tendência por parte dos consumidores americanos de cortar gastos.
A fabricante de equipamentos de telecomunicações Motorola também anunciou resultados trimestrais fracos referentes ao quarto trimestre e que a recuperação do desempenho positivo no setor de produção de telefones celulares vai levar mais tempo que o previsto.
A disposição dos investidores também diminuiu hoje, depois do anúncio feito pelo Fed ontem. O banco vem reduzindo sua taxa de juros desde o ano passado, quando efetuou três cortes consecutivos --setembro (0,50 ponto percentual); outubro (0,25 ponto percentual); e dezembro (0,25 ponto percentual). A decisão de ontem antecipou a medida que era esperada apenas para a próxima semana (a reunião regular do Fed está programada para os dias 29 e 30 deste mês).
A ação do Fed pretende fornecer um novo estímulo à economia norte-americana e evitar uma recessão. O governo americano também vem agindo: na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país; entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões.
Na Europa as Bolsas fecharam em queda, com o sinal de que o BCE (Banco Central Europeu) não irá seguir a trilha do Fed, devido aos temores de inflação nas economias da zona do euro; os ganhos registrados ontem foram revertidos hoje.
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