Bolsas asiáticas mantêm alta pelo segundo dia consecutivo
da Folha Online
As principais Bolsas da Ásia mantiveram a trajetória de alta nesta quinta-feira pelo segundo dia consecutivo, com investidores animados com o corte de juros efetuado pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central) nos Estados Unidos para evitar uma recessão.
O segundo dia consecutivo de altas nas bolsas asiáticas aponta para o caminho contrário seguido pela maioria das Bolsas mundiais --entre elas da América Latina e da Europa--, que fecharam em queda ontem.
O índice Nikkei 255, da Bolsa de Tóquio (Japão), fechou hoje em alta de 2,06%, aos 13.092,78, e o índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, subiu 2,76%, para 1.284,45.
Já o índice Kospi, da Bolsa de Seul (Coréia do Sul), fechou em alta de 2,12%, aos 1.663,00. O índice de valores tecnológicos Kosdaq subiu 3,06%, aos 638,98.
Ontem, as Bolsas dos EUA voltaram a crescer graças a oportunidades de investimento aproveitadas pelos operadores, que compraram após cinco dias de fortes baixas.
Contudo, na Europa as Bolsas fecharam em queda, com o sinal de que o BCE (Banco Central Europeu) não irá seguir a trilha do Fed, devido aos temores de inflação nas economias da zona do euro; os ganhos registrados ontem foram revertidos hoje.
No Brasil, o clima também era de incertezas. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de São Paulo, retrocedeu 3,32% no fechamento, aos 54.234 pontos, quase anulando os ganhos obtidos no pregão anterior --ontem, a alta foi superior a 4%. O volume financeiro foi de R$ 6,17 bilhões.
Nesta quarta-feira, no primeiro dia após o corte nos juros proposto pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), as Bolsas asiáticas retomaram o bom desempenho após dois dias de queda.
O Fed cortou nesta terça-feira (22) sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, antecipando uma ação que era esperada apenas para a próxima semana. A taxa ficou agora em 3,50%.
O governo americano também vem agindo para evitar uma recessão. Na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país; entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões.
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