Recuperação em NY anima investidores e principais Bolsas na Ásia sobem
da Folha Online
A Bolsa de Tóquio fechou nesta quinta-feira em alta de 2,06% no índice Nikkei 225, que ficou com 13.092,78 pontos. Os investidores se animaram com os ganhos em outros mercado asiáticos e procuraram principalmente por papéis nos setores imobiliário e bancário.
Pela região, a reação no fim do dia ontem em Nova York também motivou altas. A Bolsa de Seul (Coréia do Sul) fechou em alta de 2,12% no índice Kospi, indo para 1.663 pontos. O índice de valores tecnológicos Kosdaq subiu 19,00 pontos (3,06%), aos 638,98.
A Bolsa de Xangai teve alta de 0,3%, para 4.717,73 pontos (com volume de negócios de US$ 20,667 bilhões), depois que o governo informou que a economia chinesa teve expansão de 11,4%, em 2007. O resultado deixou os investidores preocupados com a possibilidade de o governo chinês adotar novas medidas de controle para desacelerar o crescimento do país. Em Shenzhen, o índice geral fechou em alta de 1,26%, aos 17.086,6 pontos. O volume de negócios foi de US$ 10,657 bilhões.
A Bolsa de Hong Kong, no entanto, fechou em baixa de 2,3%. O índice referencial Hang Seng oscilou muito nos últimos dias, com uma queda de 8,7% na terça-feira, à qual se seguiu uma alta de 10,72% ontem. Hoje, o índice ficou com 23.539,27 pontos.
A queda veio depois que o banco francês Société Générale informou que irá fazer uma redução no valor de seus ativos ligados ao mercado de créditos de risco. Durante o dia, o Hang Seng chegou a subir 3,1%.
Ontem, o índice Dow Jones subiu 2,50%; a Bolsa Nasdaq subiu 1,05%; e o índice S&P 500 subiu 2,14%.
Os ganhos de ontem e hoje ajudaram os investidores a recuperarem algum ânimo, depois das quedas no início da semana, influenciadas pela incerteza quanto à economia americana. O risco de uma recessão nos EUA afeta a confiança dos investidores asiáticos devido ao temor de uma retração nas exportações da região (que têm no mercado americano um de seus principais destinos).
"Na próxima semana o Nikkei vai buscar os 14 mil pontos", disse à agência de notícias Associated Press o gerente geral da Shinko Securities, Yutaka Miura. A expectativa por novos indicadores econômicos americanos deve fornecer mais sinais sobre os efeitos que a crise dos créditos de risco já exerceu sobre a economia dos EUA: hoje devem ser anunciados o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego referente à última semana e o desempenho das vendas de casas usadas no país referente a dezembro.
Ontem, as Bolsas asiáticas refletiram o otimismo com a decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano), na terça (22), de cortar sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, para 3,50% ao ano, antecipando uma decisão que era esperada apenas para a próxima semana, quando deve ocorrer a reunião regular de política monetária do banco (programada para os dias 29 e 30).
Apesar do corte dos juros, no entanto, analistas dizem que apenas reduzir juros não irá resolver a crise de crédito nos EUA. O presidente americano, George W. Bush, anunciou na semana passada as linhas gerais do que deverá ser um pacote de estímulo fiscal, estimado em cerca de US$ 145 bilhões, a fim de impulsionar a economia. O pacote também foi recebido como uma medida insuficiente para evitar que os EUA caiam em uma recessão.
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