Comissão Européia reduzirá previsões de crescimento para região, diz Almunia
da Efe, em Davos (Suíça)
O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, afirmou nesta quinta-feira em Davos (Suíça) que a Comissão Européia vai revisar para baixo, em alguns décimos, suas previsões de crescimento para a zona do euro e a para a UE (União Européia) em 2008 devido às turbulências financeiras.
Após discursar em um debate realizado no Fórum Econômico Mundial, Almunia considerou que, "sem dúvida, estas turbulências nos mercados financeiros afetam a economia real e o crescimento econômico."
"Nós vamos publicar as previsões em 21 de fevereiro, até então não posso dar um número exato. Nas últimas previsões de novembro do ano passado, falamos de um crescimento para a UE de 2,4% e para a zona do euro de 2,2% em 2008, mas nas seguintes previsões haverá reduções de alguns décimos", acrescentou.
Apesar da crise financeira atual, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, insistiu na quarta-feira na existência de pressões inflacionárias na zona do euro, o que significa que a entidade não está disposta a reduzir a taxa de juros.
O BCE mantém a taxa em 4% desde junho do ano passado, quando decretou uma alta pela última vez, em 0,25 ponto percentual.
Almunia acrescentou em Davos que, sem dúvida, "a economia mais afetada no mundo industrializado devido às turbulências dos mercados financeiros é a dos Estados Unidos, onde surgiu o problema das hipotecas de alto risco ("subprime") e onde há um problema muito forte de queda do preço dos imóveis, um nível de endividamento muito elevado de famílias e empresas e falta de poupança."
Por isso, ele considerou que é nos Estados Unidos "onde há necessidade de adotar medidas para ajustar essa economia, mas através de diferentes canais e, em particular, através do sistema financeiro, da confiança dos investidores e dos consumidores."
O comissário disse que "as economias européias estão bem preparadas para enfrentar as turbulências, com sólidos fundamentos, com uma balança de conta corrente praticamente equilibrada e uma criação de emprego muito forte que ajuda a manter o consumo interno."
Portanto, "é preciso ver o futuro com realismo, sabendo que o crescimento econômico será menor, mas não com alarmismo."
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