Bovespa avança 5,15% e dólar bate R$ 1,78, com plano de ajuda nos EUA
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
A perspectiva de um plano de socorro financeiro nos EUA e indicadores econômicos mais favoráveis contribuíram para melhorar o humor de analistas e investidores na jornada de negócios desta quinta-feira. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza mais de 5%, enquanto a taxa de câmbio cede abaixo de R$ 1,80.
O Ibovespa, principal índice de ações, tem ganhos de 5,15%, aos 57.026 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,73 bilhões.
O dólar comercial é negociado a R$ 1,788 para venda, em retração de 2,02%. A taxa de risco-país marca 253 pontos, uma retração de 2,31% sobre a pontuação final de ontem.
Pela manhã, as Bolsas asiáticas e européias refletiram a animação dos participantes dos mercados financeiros, em meio a rumores de que o governo americano poderia socorrer as seguradoras de bônus, empresas que atuam como uma das "contrapartes" (garantias) do sistema bancário e que também sofreram as conseqüências da crise dos créditos "subprime".
Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em alta de 2,06% enquanto o mercado de Seul valorizou 2,12%. Na Europa, a Bolsa de Londres avança 4,44% enquanto Frankfurt sobe 5,93%.
A notícia que deve determinar o rumo dos negócios veio um pouco mais tarde: a Casa Branca e o Congresso americano anunciaram que já houve um acordo prévio sobre o plano de estímulo fiscal anunciado, sem maiores detalhes, há semanas.
As primeiras informações dão conta de uma proposta de descontos de US$ 300 a US$ 1.200 no imposto de renda pessoa física, bem como abatimentos para empresas que fizerem investimentos. Num mercado sedento de boas notícias, essas linhas gerais deram novo ânimo para os investidores. Pouco depois da abertura, as Bolsas americanas operam com valorização moderada: o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, valoriza 0,30%.
O Departamento de Trabalho dos EUA ainda municiou o mercado com outra boa notícia: as solicitações de auxílio-desemprego caíram para 301 mil na semana do dia 19, emendando o quarto período consecutivo de queda deste indicador, que aponta para um possível fortalecimento do mercado de trabalho.
Instabilidade
Os mercados ao redor do planeta ainda continuam bastante instáveis, alternando fortes perdas e expressivas altas. O temor de uma recessão nos EUA predomina e há dúvidas sobre a eficácia das medidas oficiais tomadas para evitar uma possível recessão.
Um bom exemplo dessa instabilidade foi a reação ao corte extraordinário dos juros básicos nos EUA, de 4,25% ao ano para 3,50%. Num primeiro momento, houve relativa euforia nos mercados, abrindo espaço para recuperação. No dia seguinte, porém, pesou a avaliação que uma medida tão drástica do banco central americano somente sinaliza o que todos temem: que a recessão já está "na porta" dos EUA.
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Especial


Ninguem sabe o que vai acontecer amanha, pouquissima gente sabe o que vai acontecer o ano que vem, mas quase todo mundo sabe o que vai acontecer nos proximos 5 anos.
Por isso mesmo a bolsa nao eh investimento pra amanha, nem pro ano que vem, ela eh investimento de longo prazo e historicamente rende mais do que qualquer outra aplicacao.
Por isso, se voce for por seu dinheiro suado em algum lugar, pense antes em quanto tempo voce pretende deixa-lo la. Se for deixar la por uma semana, poe na carteira; se for deixar por seis meses poe na poupanca; se for deixar por um ano poe no fundao e se for deixar por 5 anos ou mais poe em acoes...
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Mais, investidor sozinho nao faz volume nenhum, nem em Nova Iorque e muito menes em SP...aos jornalistas podem falar o que quiserem, quem manda nos mercados sao os fundos.
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