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Dinheiro
24/01/2008 - 14h54

Vendas de casas caem 2,2% em dezembro nos EUA e preços fecham 2007 em baixa

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da Folha Online

As vendas de casas usadas nos EUA tiveram em dezembro uma queda de 2,2%, para uma taxa anualizada de 4,89 milhões de unidades e o preço médio das casas caiu 1,8%, para US$ 217 mil, no ano passado. Foi o primeiro ano a terminar com queda de preços desde 1968, início da série histórica da NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira.

Em 2007 como um todo, as vendas tiveram queda de 12,8%, maior desde a de 17,7% vista em 1982. Segundo o economista-chefe da NAR, Lawrence Yun, o mercado imobiliário está sofrendo de uma "fraqueza atípica".

"As vendas permanecem fracas apesar das condições de financiamento melhoradas em muitas partes do país", disse Yun. "Os preços dos imóveis estão mais baixos, as taxas de hipoteca continuam a cair e os salários estão maiores, mas muitos compradores em potencial estão adiando a compra."

O preço médio dos imóveis residenciais em dezembro ficou em US$ 208.400, uma queda de 6% em relação a dezembro de 2006 (quando estava em US$ 221.600).

O estoque de casas à venda recuou 7,4%, o que foi visto como um sinal positivo: para que o mercado retome seu ritmo normal, o estoques à venda tem de ser reduzido para que as construtoras voltem à atividade.

O número de casas em estoque à venda no mês passado ficou em 3,91 milhões --o que representa cerca de 9,6 meses de vendas no ritmo atual.

O mercado imobiliário está na raiz da atual situação de crise nos EUA; com o "boom" visto no setor entre 2001 e 2005, os preços subiram com a alta expressiva da demanda. Com a política de altas de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano), na qual as taxas passaram de 1% para 5,25% em uma série de ajustes consecutivos, os juros dos financiamentos imobiliários e das hipotecas também subiram.

Com juros mais altos, a inadimplência no pagamento de hipotecas (em particular as do segmento chamado de "subprime", de maior risco) aumentou, afetando o mercado de crédito em geral. Com condições mais restritivas de acesso ao crédito, a atividade econômica do país vem decaindo --uma vez que o consumo registra declínio (e cerca de 70% da atividade econômica do país é movimentada pelo consumo).

Hoje, o governo e o Congresso dos Estados Unidos chegaram a um acordo preliminar sobre o pacote de alívio fiscal para estimular a economia norte-americana, anunciado na semana passada pelo presidente George W. Bush.

O acordo deve incluir restituições entre US$ 300 e US$ 1.200 e cortes de impostos. O objetivo é que a economia reverta o atual ritmo de desaceleração e o consumo das pessoas, principal pilar da economia dos EUA, volte a crescer. Abatimentos de impostos para empresas que fizerem investimentos também devem ser incluídos no pacote alinhavado hoje, mas os detalhes ainda não foram divulgados.

 

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