FMI prevê que não haverá recessão nos Estados Unidos
da Efe, em Washington
O FMI (Fundo Monetário Internacional) previu nesta quinta-feira que os Estados Unidos não entrarão em recessão, apesar da recente turbulência nos mercados financeiros, devido aos elevados lucros das empresas e às medidas de estímulo monetário e fiscal previstas.
"Nós ainda prevemos um período de crescimento abaixo do potencial como o cenário mais provável" para os Estados Unidos, afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do FMI, Masood Ahmed.
Ele reiterou o apoio do organismo ao corte dos juros adotado na terça-feira pelo Fed (Federal Reserve, banco central americano), em resposta a uma queda generalizada das bolsas em todo o mundo devido ao medo de uma recessão nos Estados Unidos.
O porta-voz também apoiou o plano de medidas fiscais no valor de US$ 150 bilhões sobre o qual o Congresso e a Casa Branca alcançaram hoje um princípio de acordo.
Ahmed indicou que o FMI ainda acredita que a "sustentabilidade fiscal é uma questão-chave" para os Estados Unidos, e pediu ao país reiteradamente que reduza seu déficit fiscal.
No entanto, afirmou que o organismo considera apropriado o plano de estímulo "nas circunstâncias atuais", apesar de aumentar o buraco fiscal americano.
O porta-voz disse que a instituição financeira ainda não chegou a uma conclusão sobre quais medidas deveriam ser incluídas no plano de estímulo para torná-lo mais eficaz.
O FMI pretendia divulgar amanhã uma revisão de suas previsões de crescimento em nível mundial, mas adiou o anúncio para semana que vem.
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