Lula afirma que crise piora comércio mundial se atingir a Europa
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que, embora a crise econômica esteja restrita aos Estados Unidos, a situação poderá se complicar caso o quadro se estenda para a Europa. "Se a crise atingir a Europa, afeta o comércio mundial com muito mais rigor", afirmou.
Lula reafirmou que a economia brasileira não preocupa em meio à turbulência. "A crise é maior do que muitos acham, mas não é uma hecatombe".
O presidente afirmou ainda que não está preocupado com a possível queda das exportações para os EUA. Lula ressaltou que o Brasil diversificou sua balança comercial nos últimos anos e, portanto, não é tão dependente das compras americanas. "Eu acho que o Brasil atravessa 2008 de forma tranqüila", disse
O presidente participa nesta quinta-feira de um jantar na casa do presidente da Vale, Roger Agnelli acompanhado da primeira-dama da República, Marisa Letícia, do governador do Rio, Sérgio Cabral, e da primeira-dama fluminense, Adriana Ancelmo.
Mais cedo, em Brasília, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que está tranqüilo em relação às turbulências nos mercados internacionais. Segundo ele, o Brasil está 'blindado'.
'O Brasil está muito blindado e vem resistindo de forma muito positiva. Os reflexos [da crise até o momento] são nesse sentido', afirmou.
Segundo ele, a administração da dívida pública conseguirá cumprir as metas estabelecidas no PAF (Plano Anual de Financiamento) de 2008 mesmo com um cenário adverso.
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