Opep diz que há capacidade para aumento da produção de petróleo
da Efe, em Davos (Suíça)
Os produtores de petróleo consideram que "há capacidade para aumentar a produção da commodity se for necessário", disse hoje o vice-primeiro-ministro do Qatar, Abdulla Bin Hamad Al Attiyah, no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).
Em entrevista coletiva, Attiyah ratificou que os produtores de petróleo poderiam aumentar a produção, mas "apenas se tiverem certeza de que o mercado precisa disso", e não para influir nas oscilações dos mercados.
Attiyah, que também é ministro da Energia e Indústria do Qatar, expressou que os produtores acreditam que o atual preço do barril de petróleo não é conseqüência da falta de oferta.
Após o forte aumento do preço do barril, houve uma reunião entre os produtores, as companhias distribuidoras e os responsáveis políticos no Fórum Econômico Mundial de Davos.
A Opep --fundada em 1961 em reação à baixa do preço do cru estipulada pelas companhias distribuidoras-- discutirá em sua reunião de Viena em 1º de fevereiro a situação da oferta e da demanda de petróleo, disse Attiyah.
"Quando produzimos petróleo queremos estar seguros de que alguém vai comprá-lo", afirmou Attiyah, que evitou opinar sobre qual seria o preço adequado do barril de petróleo.
O professor de Economia da Universidade de Harvard Kenneth Rogoff previu que a volatilidade nos mercados de futuros permanecerá por causa do aumento da demanda da Ásia e de outras economias emergentes, mas disse que o preço do barril cairá para US$ 75.
O diretor-executivo da companhia petrolífera holandesa Royal Dutch Shell, Jeroen van der Veer, previu um aumento da demanda de petróleo para 2008 em comparação com o ano passado e também para as próximas décadas.
Entre as mudanças dos países que mais precisarão da commodity, os especialistas reunidos em Davos observaram que agora a China e a Índia são os países que regulam o peso do crescimento da demanda.
Van der Veer considerou que é necessária uma combinação entre as fontes de energias fóssil, de gás e de novas alternativas para cobrir a forte demanda de energia global nos próximos anos.
Ao mesmo tempo, o economista-chefe da divisão de análise econômica da AIE (Agência Internacional de Energia), Fatih Birol, advertiu sobre a dependência da Europa do gás russo.
Birol recomendou que o continente reduza essa dependência, já que a provisão de gás da Rússia pode estar em perigo devido às tensões geopolíticas do país com seus vizinhos, como a Bielorrússia.
"A Europa tem que ter cuidado porque sua dependência do gás russo é muito grande e vai aumentar nos próximos anos e isso não é bom para a segurança energética européia, nem para a política externa", advertiu Birol.
A Europa deve encontrar rotas alternativas para o abastecimento de gás, como as do Mar Cáspio ou por meio de países do Oriente Médio como Irã e Iraque, diversificá-las e aumentar o peso de fontes renováveis, concluiu Birol.
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