Comissão Européia pede diálogo sobre petróleo; preço sobe em NY
da Efe, em Bruxelas
da Folha Online
A Comissão Européia reivindicou mais diálogo entre países produtores e consumidores de petróleo para enfrentar o "preocupante" aumento dos preços e convidou a China e a Índia a participarem de futuros debates sobre o tema.
Com o objetivo de avaliar a situação atual do mercado do petróleo, o comissário europeu de Energia, Anders Piebalgs, falou na quinta-feira por telefone com os responsáveis governamentais do setor de Japão, Reino Unido e Estados Unidos, presentes no Fórum Econômico Mundial de Davos.
Piebalgs disse a seus interlocutores que a Comissão Européia compartilha a preocupação manifestada em Davos com o aumento crescente dos preços de petróleo, que poderia desacelerar o crescimento econômico dos países consumidores de petróleo e prejudicar os produtores.
O comissário acredita que as causas da alta dos preços do petróleo são complexas e têm a ver com "tensões geopolíticas, os investimentos, a concentração de empresas do setor do transporte e o aumento de países consumidores de petróleo".
Como medidas para frear a alta do preço, Piebalgs propôs que os países produtores e consumidores tornem suas operações mais transparentes e que os segundos realizem esforços para investir, além de diversificar as fontes de energia e melhorar a eficiência.
A Comissão Européia espera aprofundar esta discussão em reuniões como o Fórum Internacional da Energia de Roma, que acontecerá em abril, e o encontro do G8 em junho, no Japão.
Nymex
Nesta sexta-feira, às 16h42 (horário de Brasília), na Nymex --sigla em inglês para Bolsa Mercantil de Nova York--, o barril do petróleo cru para entrega em março era negociado a US$ 90,27, em alta de 0,96% (US$ 0,86). Depois de transitar no campo negativo no início da semana, o preço da commodity acelerou com a definição das medidas do pacote de alívio fiscal dos Estados Unidos.
O acordo deve incluir restituições entre US$ 300 e US$ 1.200 e cortes de impostos. O objetivo é que a economia reverta o atual ritmo de desaceleração e o consumo das pessoas, principal pilar da economia dos EUA, volte a crescer.
A visão do mercado hoje é de que o pacote, aliado à redução extraordinária de 4,25% para 3,5% da taxa de juros americana, deve garantir fôlego à economia dos EUA, garantindo assim que ela não entrará em recessão.
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