Ministros do Comércio definem reunião em abril para concluir Rodada Doha
da Folha Online
Cerca de 20 ministros de Comércio reunidos informalmente no Fórum Econômico Mundial de Davos decidiram neste sábado (26) realizar uma reunião ministerial em Genebra por volta de abril. A maioria dos ministros concordou em concluir a Rodada de Doha em 2008, porque consideram que é "agora ou nunca", disse em entrevista coletiva a ministra de Finanças da Suíça, Doris Leuthard, anfitriã de um almoço informal realizado hoje.
"Todos os membros concordam em afirmar que se não concluirmos a rodada em 2008 nunca a concluiremos", acrescentou.
A ministra explicou que todos os presentes concordaram que em que em 2007 não se avançou muito em uma rodada que está sendo negociada há seis anos. Ela disse que "a maioria dos presentes" concordou em que a rodada deve ser concluída este ano por duas razões.
A primeira, as eleições nos Estados Unidos, e a segunda, a necessidade de resistir à crise financeira internacional.
Para o ministro de Exteriores brasileiro, Celso Amorim, a primeira razão não é tão contundente. "Acho que não é questão de uma pessoa, mas de uma administração, e a americana sempre demonstrou compromisso".
Por outro lado, para Leuthard, é óbvio que se as negociações não forem concluídas em 2008 só serão retomadas em 2010, por causa da lentidão no processo de posse do novo governo americano.
Protocolo
Já que o almoço de hoje era uma reunião informal, a decisão tem que ser referendada pelos 151 países que formam a OMC (Organização Mundial do Comércio).
A reunião ministerial de abril seria aproximadamente dois meses depois da apresentação das novas minutas tanto na área agrícola como no setor de infra-estruturas.
O encontro estaria condicionado a que os documentos na área agrícola e industrial tenham um equilíbrio entre eles, para poder satisfazer tanto os países desenvolvidos como os emergentes, algo enfatizado por Celso Amorim.
Para conseguir este objetivo, os ministros presentes na reunião pediram ao diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que assuma sua liderança e se envolva diretamente na preparação dos documentos.
"Lamy tem que se sentar com os presidentes dos grupos e pensar conjuntamente com eles para que os documentos que forem apresentados tenham as mínimas lacunas possíveis e satisfaçam a maioria dos grupos", afirmou a ministra suíça.
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