Pedidos de bens duráveis nos EUA crescem 5,2% em dezembro
da Folha Online
Os pedidos de bens duráveis (com durabilidade prevista de ao menos três anos) nos EUA tiveram um crescimento de 5,2% em dezembro, contra a alta de apenas 0,5% (dado revisado) observada em novembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Departamento do Comércio.
O total de pedidos no mês passado ficou em US$ 226,60 bilhões. O resultado de novembro foi revisado para cima --a estimativa inicial era de uma queda de 0,1%.
Os resultados superaram as expectativas dos analistas, que previam uma expansão de 2,1%.
Os dados foram vistos como sinal de que a economia americana, que vem a cada mês apresentando sinais de desaceleração --com as previsões de que uma recessão pode estar próxima também ganhando espaço--, pode ainda ter algum fôlego para evitar uma crise.
Os pedidos de bens de capital (excluído o setor de defesa) tiveram em dezembro uma alta de 4,4%, após uma queda de 0,2% um mês antes. Pedidos nesse setor são vistos como indicação de investimentos em produção para os próximos --o que pode levar a um aumento nos gastos dos consumidores, estimulando a economia (cerca de 70% de toda a atividade econômica americana é movimentada pelo consumo).
Na comparação com dezembro de 2006, no entanto, os pedidos nessa categoria tiveram uma queda de 1,5%.
Excluído os pedidos de aviões, as entregas de bens de capital exceto o setor de defesa no mês passado subiram 2%, após a alta mais modesta, de 0,2%, em novembro.
No setor de transporte, a demanda por bens duráveis teve um crescimento de 11% em dezembro, contra 2,7% um mês antes. Os pedidos de aviões comerciais subiram 12%. Já os de veículos e autopeças tiveram uma queda de 2,3% no mês passado.
Leia mais
- Economia e ajuda internacional são destaque do discurso de Bush na imprensa
- Entenda: corte de juros nos EUA ocorre para evitar recessão
- Bush ficará com custo político da atual crise nos EUA, diz jornal
- Opep diz que há capacidade para aumento da produção de petróleo
- Crise pode favorecer acordo na OMC, diz negociador indiano
Especial

