Economia americana ainda preocupa e Bovespa amarga perda de 3,6%
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) amarga fortes perdas na primeira hora de negócios desta quinta-feira. Até ontem, a Bolsa havia acumulado quatro pregões consecutivos com valorização das ações.
Analistas ressaltam que o mercado brasileiro continua bastante sensível à divulgação de indicadores econômicos dos EUA. Hoje, o Departamento de Comércio divulgou que a maior queda nos gastos dos consumidores americanos dos últimos 15 meses.
Ontem, o Federal Reserve (banco central americano) decidiu reduzir os juros básicos para 3%, em linha com as expectativas do mercado financeiro. Em seu comunicado oficial, o Fed enfatizou os riscos para o crescimento econômico em detrimento da inflação.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, recua 3,58%, aos 58.132 pontos. O volume financeiro é de R$ 1,40 bilhão. O dólar comercial é negociado a R$ 1,774 para venda, em baixa de 0,44%. A taxa de risco-país marca 261 pontos, número 6% superior à pontuação final de ontem.
Na Ásia, as principais Bolsas de Valores fecharam em alta, a exemplo de Tóquio (ganho de 1,85%) e Seul (valorização de 2,24%), com exceção de Hong Kong, que registrou perdas de 0,84%.
Na Europa, a Bolsa de Londres sofre perdas de 2,37%, enquanto Frankfurt recua 2,36%. No continente, os investidores repercutiram o nível da inflação na chamada zona do euro, que atingiu o maior patamar em 11m meses (3,1%).
O governo americano informou que o consumo das famílias aumentou 0,2% em dezembro, enquanto que o rendimento teve incremento de 0,5%. Esse sinal de fraqueza econômica se somou ao dado relativo ao mercado de trabalho: o número de solicitações de auxílio-desemprego totalizou 375 mil pedidos na semana passada, a mais alta demanda por esse benefício desde a semana do dia 8 de outubro de 2005.
Outra notícia preocupante para o mercado é a expectativa de reduções nas classificações de papéis de empresas de seguro de crédito, como a Ambac Financial e a MBIA, em mais um desdobramento da crise dos créditos "subprime" (hipotecas de alto risco).
Entre outras notícias, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), relativa à reunião do dia 22, revelou que os integrantes do colegiado estão incertos sobre a trajetória da inflação. A ata também reforçou a percepção de alguns analistas de que o Comitê está disposto a subir os juros se julgar que as expectativas para a inflação escapam das metas estipuladas para o ano (4,5% ao ano).
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Especial

Ou seja,a Economia não de estabilizou,gerando desconfiança de investidores,poupadores e assalariados adimplentes. Logo, o recurso, é a Reserva técnica de valores, na poupança, ouro, etc...
Temos, pela frente a incógnita, do ano eleitoral, que se aproxima.Talvez tenhamos nova turbulência,financeira,geradas, pelo Governo.
Aguardemos, com RESERVAS .......
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Inclusive esse lugar é um forum de opiniões sobre notícias e manchetes, obviamente, pessoas irão comentar sobre elas.
Comentários poderão ser certas, coerentes ou não.
[]s
Eduardo.
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