Dinheiro
01/02/2008 - 10h35

Mantega defende regulação do mercado

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da Folha Online

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu ontem uma ação mais eficaz dos principais países do mundo na proposição de regras para regular os mercados financeiros, informa reportagem na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Mantega, na condição de presidente do G20 financeiro --grupo que reúne os ministros da economia dos países mais ricos do mundo-- foi à Paris para realizar uma série de reuniões para analisar a atual situação da crise dos mercados financeiros mundiais. A primeira dessas reuniões foi com a ministra da Economia da França, Christine Lagarde.

"Como presidente do G20 vim conversar com a ministra [que será a próxima presidente do grupo que reúne o ministros das Finanças da União Européia] para que possamos, junto com o FMI, fazer propostas para coibir as distorções que ocorreram e que levaram à crise do subprime", disse Mantega, em alusão aos problemas causados pelo crédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos.

A crise do crédito subprime (causado pela inadimplência dos clientes deste crédito e amplificado pela série de títulos de securitização criados e negociados em larga escala para esse tipo de empréstimo) foi o estopim para a desaceleração da economia dos Estados Unidos.

O temor mundial é que uma desaceleração mais aguda nos Estados Unidos provavelmente trará um desaquecimento econômico global.

Além disso, a crise atingiu fortemente o mercado financeiro, em especial as instituições financeiras que tinham grandes estoques de títulos de crédito subprime. Grandes bancos americanos e europeus --como Citigroup, Merrill Lynch, Bear Stears, BNP Paribas e Société Générale-- estão nesta lista.

Mantega voltou a dizer que os países emergentes, entre eles o Brasil, não devem ser afetados diretamente pela crise. Disse que o governo não pretende, por enquanto, diminuir a previsão de 5% de crescimento da economia brasileira, mesmo que o BC estime um percentual de 4,5%.

 

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