Dinheiro
01/02/2008 - 18h26

Investimentos dão "conforto" a contas externas do país, diz Desenvolvimento

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O saldo da balança comercial de janeiro, o pior em cinco anos e meio, não é motivo de preocupação para o Ministério do Desenvolvimento. Segundo Fabio Faria, secretário-adjunto de Comércio Exterior, há um "grande conforto" nas contas externas do país devido ao aumento de investimentos.

"Temos investimentos diretos e reservas de US$ 187 bilhões. Há um cenário de grande conforto nas contas externas do país", afirmou.

O saldo da balança comercial apresentou uma forte queda em janeiro. No mês passado, o superávit foi de US$ 944 milhões, declínio de 62,5% na comparação com janeiro de 2007 (US$ 2,516 bilhões) e de 74% em relação a dezembro.

A redução no superávit comercial deverá impactar no resultado de transações de contas correntes do país --conta que representa as operações do país com o exterior, como balança comercial e serviços.

Essa piora no saldo comercial já fez com que analistas do mercado financeiro apostem em um resultado negativo para a conta corrente neste ano, de US$ 6 bilhões. No ano passado, ficou superavitária em US$ 3,555 bilhões e, em 2006, em US$ 13,621 bilhões.

Para Faria, isso não é preocupante porque esse resultado é compensado na conta financeira, onde entram os investimentos feitos no país. O investimento estrangeiro direto totalizou no ano passado US$ 34,6 bilhões e devem chegar neste ano a US$ 28 bilhões.

Exportações

Sobre a meta de exportar US$ 172 bilhões neste ano, ele afirmou que o número deverá ser revisto nos próximos meses. No acumulado dos 12 meses encerrados em janeiro, as vendas ao exterior somam US$ 162,942 bilhões.

No ano passado, o comércio exterior foi marcado pelo crescimento das importações em um ritmo acima das exportações. Além disso, também houve uma recuperação parcial das quantidades exportadas, também conhecida como "quantum".

O "quantum" subiu no ano passado 5,8%, contra 3,3% em 2006. Já os preços tiveram uma elevação em 2007 de 10,3% e, um ano antes, de 12,5%.

 

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