Banco central britânico corta juros para 5,25% ao ano
da Folha Online
O Banco da Inglaterra (banco central britânico) reduziu nesta quinta-feira sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 5,25% ao ano, a fim de impedir uma desaceleração na economia.
"As perspectivas para o crescimento da produção em outros países se deterioraram e a turbulência nos mercados financeiros globais prosseguiram", informou o BC britânico, em um comunicado.
A redução na taxa era esperada pelos analistas, que previam que o banco mudaria o foco das atenções das pressões inflacionárias para o risco de um processo de desaceleração que poderia seguir o rumo do que está em curso nos EUA.
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) reduziu sua taxa no mês passado em duas ocasiões: no dia 22, em uma reunião extraordinária (a primeira desde os ataques contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001), o banco efetuou um corte de 0,75 ponto percentual; no dia 30, o banco efetuou um novo corte, de 0,50 pp (em reunião regular). A taxa do Fed hoje está em 3% ao ano.
Segundo o Banco da Inglaterra, no entanto, a inflação ainda corre risco de alta, "talvez bastante acentuada", devido às pressões sobre os preços de alimentos e energia. A inflação no Reino Unido atualmente está em 2,1%, acima dos 2% considerados adequados.
"Dado esse cenário para a inflação, alguma redução no crescimento da demanda, por meio de redução da pressão sobre a capacidade [de produção], provavelmente será necessária para fazer a inflação voltar à meta no médio prazo", diz o comunicado do banco.
O comitê de política monetária do banco avaliou que precisa equilibrar o risco de uma desaceleração rápida na atividade com o risco de que as expectativas de inflação mantenham o índice acima da meta, diz o comunicado.
O último corte da taxa do banco havia sido feito em dezembro; no mês passado, o BC britânico havia mantido os juros em 5,5%, à espera de mais dados econômicos --e também quis evitar dar sinais de pânico ao mercado, com um segundo corte consecutivo. O presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, reconheceu que a instituição tem um "trabalho difícil de equilíbrio" pela frente.
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