Dinheiro
07/02/2008 - 13h23

Fipe espera nova queda da inflação para 0,3% em fevereiro

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

Atualizada às 14h42

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) aposta em nova desaceleração dos preços em São Paulo em fevereiro. Após ficar em 0,52% em janeiro, ante 0,82% em dezembro, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) deve fechar em 0,3% neste mês.

A variação menor dos preços dos alimentos, principal fator a segurar o índice no mês passado, deve se manter em fevereiro. A previsão é de inflação de 0,39% no grupo, ante 1,04% em janeiro.

"Alimentação foi a maior surpresa em janeiro, com uma taxa abaixo do esperado [alta de 1,5%]. Carnes bovinas ajudou bastante, com deflação de 0,65%. (...) A segunda fonte de surpresa veio de produtos in natura, que é muito sensível à chuva e estávamos mais pessimistas. A variação de in natura foi de 2,4%, mas melhor ainda que prevíamos", disse o coordenador da pesquisa da Fipe, Márcio Nakane.

Para fevereiro, o cenário é ainda mais positivo para o grupo Alimentação, por conta da queda de preços dos produtos in natura e de carne bovina na ponta (última apuração do mês de janeiro frente a última de dezembro), com variação negativa de 2,63% e 1,98%, respectivamente.

Segundo Nakane, a deflação em carnes bovinas em janeiro ainda não teve efeito do embargo da UE (União Européia) para o produto. Para ele, o impacto poderá ser percebido em fevereiro, caso haja alguma variação de preços no atacado.

Já o grupo de Transportes deve registrar, segundo as estimativas da Fipe, a maior alta de preços neste mês, de 0,86% (em janeiro foi de 0,29%). Segundo Nakane, a projeção conta com o aumento do preço dos bilhetes do metrô de São Paulo em fevereiro, de 4,2% em média.

O IPC para o grupo Habitação também deve ser maior em fevereiro, a 0,19%, ante deflação de 0,01% em janeiro. "O repasse de energia elétrica, por conta de PIS, Cofins e Pasep, e o pagamento do IPTU devem pressionar o grupo", explicou Nakane.

Para Despesas Pessoais, a Fipe prevê desaceleração em fevereiro para 0,1%, ante 0,8% de janeiro, com a menor pressão sobre o índice das viagens de férias e Carnaval. Em Vestuário, os preços devem cair 0,82% em fevereiro após também registrar deflação de 0,85% em janeiro.

O grupo Educação deve acelerar 0,22% em fevereiro, após pressionar o IPC de janeiro, quando subiu 4,39% em janeiro, por conta do início do ano letivo. A estimativa para fevereiro no grupo Saúde é de inflação de 0,45%, ante 0,36% de janeiro.

Feijão x tomate

O tomate desbancou a liderança do feijão, verificada em dezembro, entre os produtos com maior alta de preço em janeiro. "O feijão ainda não está em deflação, mas em franca desaceleração", informou Nakane. A variação de 7,19% do preço do feijão garantiu a quarta colocação entre as maiores altas de preços e impacto de 6,3% no índice geral.

A inflação em janeiro do preço do feijão, no entanto, é bastante inferior a de dezembro do ano passado, quando foi de 42,34%, a maior variação no mês desde maio de 1998. No acumulado de 12 meses (janeiro de 2008 contra fevereiro de 2007), a inflação é de 171,57% para o produto.

Líder das maiores altas de preços em janeiro, o preço do tomate subiu 36,5% --contribuição de 13,54% na composição do IPC. No acumulado de 12 meses (janeiro de 2008 contra fevereiro de 2007), no entanto, a inflação é de 1,76%. "O aumento em janeiro foi típico da natureza dos produtos in natura, que têm variabilidade muito forte", afirmou Nakane

Ainda na lista das maiores altas de preços em janeiro estão gastos com Ensino Fundamental (variação de 6,02% ante dezembro) e com Ensino Superior (4,26%), na segunda e terceira posição.

Entre os produtos que registraram maiores reduções de preços, e com impacto expressivo na composição do IPC, estão energia elétrica (-1,24%), batata (-8,03%), alface (-10%), calça de mulher (-3,9%) e condomínio (-0,46%).

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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