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Dinheiro
07/02/2008 - 14h37

UE deve avaliar mais de 680 fazendas aptas a exportar carne, diz ministério

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da Folha Online
com Agência Brasil

O Ministério da Agricultura estima que a UE (União Européia) pode aceitar avaliar mais do que as 683 fazendas brasileiras aptas, até agora, a exportar carne bovina para o bloco. Apesar de bem acima do limite imposto pela UE (300 fazendas), a lista do governo brasileiro cortou cerca de 2.000 produtores inicialmente cadastrados como aptos.

A falta de acordo sobre o número de fazenda brasileiras exportadoras de carne causou a suspensão da importação do produto pela UE na semana passada.

O secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, admitiu que a lista inicial entregue à União Européia, com cerca de 2.600 propriedades, era preliminar e ainda seria submetida à avaliação individual. Ele explicou que inicialmente o prazo para a análise da documentação de cada fazenda terminava em 15 de março, mas foi antecipado em um mês.

Segundo o secretário, na conferência dos dados das 2.600 fazendas visitadas, os técnicos detectaram a falta de documentos, como notas fiscais e comprovação de movimentação de animais, por exemplo. "No momento em que conferimos item por item, ainda faltavam documentos comprobatórios, pequenas não-conformidades ainda não resolvidas."

Segundo ele, até a próxima segunda-feira (11) os documentos pendentes ainda podem ser enviados ao ministério, o que fará a lista de 683 fazendas aumentar.

Segundo o Ministério da Agricultura, até o dia 14 estará concluído o relatório individual sobre os Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras) que seguem o Sisbov (Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos), sistema que envolve um conjunto de procedimentos para caracterizar a origem, o estado sanitário, a produção e a segurança dos alimentos.

O relatório será entregue em reunião, em Bruxelas, no próximo dia 15, a representantes da União Européia.

Sobre o número de fazendas brasileiras aptas estar maior que o determinado pela UE, o secretário disse acreditar que o bloco especificou esse número por achar que o Brasil não teria condições de auditar todas as fazendas.

"Com a estrutura que eles conheciam de reuniões e visitas anteriores e sabendo das não-conformidades, eles calculavam isso [que o Brasil não teria capacidade para fazer as auditorias]". Segundo ele, anteriormente, o número de fiscais chegava a cerca de 40 e atualmente é dez vezes maior.

No dia 25 deste mês, os técnicos europeus vêm ao Brasil fazer visitas a propriedades listadas. Segundo ele, os europeus devem fazer visitas "a um bom percentual de uma lista de 300 propriedades".

De acordo com o secretário, em um primeiro momento, se o mercado da União Européia for reaberto, somente as fazendas aprovadas poderão exportadas. "Mas logo haverá uma segunda, uma terceira, uma quarta lista até que se consiga, então, voltar à normalidade".

Comentários dos leitores
Pedro Frota (1) 04/03/2008 19h37
Pedro Frota (1) 04/03/2008 19h37
O Ministro da Agricultura, Reinhold, e seu acessor Inácio Kroetz, só estão fazendo besteiras em cima de besteiras!
O número de fazendas que poderiam ter sido mandadas, 300, eu que eles mandaram 3000, foi o cúmulo da incompetencia e despreparo.
Se fosse num país sério o presidente teria exonerado os dois!
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ANDERSON FÁVERO (5) 29/02/2008 17h27
ANDERSON FÁVERO (5) 29/02/2008 17h27
No momento em que o Brasil aceitou este imposição de apenas estas fazenda poderem exportar para o mercado comum europeu, nada impede que outros paises, tambem o façam, nada mais justos se outros criadores cumprirem as leis internas, de poderem ter o mesmo tratamento. 1 opinião
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Felipe Sabadin (1) 28/02/2008 07h51
Felipe Sabadin (1) 28/02/2008 07h51
PIRACICABA / SP
quer dizer que, essas 300 fazendas que foram escolhidas pela UE, para que elas possam atender a demanda de carne bovina para exportar, será necessário que elas compre mais gado.
Para isso tera que comprar de outros produtores, mas isso não pode ocasionar um desequilibrio no mercado interno?
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