Dinheiro
07/02/2008 - 16h43

Dólar fecha a R$ 1,75, com saída de estrangeiros das Bolsas

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,758 para venda, com avanço de 0,28%, nos últimos negócios desta quinta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,880 (venda), um salto de 0,53%.

O Banco Central realizou seu habitual leilão de câmbio às 10h49 e aceitou ofertas por R$ 1,7710 (taxa de corte). O nível das reservas internacionais atingiu US$ 187,933 bilhões no dia 6.

Profissionais de corretoras lembram que o estresse nas Bolsas de Valores estimulam a saída dos investidores estrangeiros do mercado acionário, que vendem ações e compram dólares, pressionando a cotação. Parte desse movimento já pode ser visto no pregão da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) de ontem, que retornou após dois dias de interrupção pelo Carnaval.

Hoje, o BC informou que as saídas de dólares superaram as entradas em US$ 2,3 bilhões no mês de janeiro, como resultado das turbulências do mercado financeiro. A Bovespa informou que, somente no mês passado, o saldo de investimentos estrangeiros (vendas menos compras de ações) está negativo em R$ 4,73 bilhões.

Analistas ressaltam, no entanto, que o diferencial entre os juros americanos e brasileiros torna os investimentos de renda fixa atrativos para estrangeiros e que, por conta disso, a tendência da taxa de câmbio ainda é de declínio.

Juros futuros

As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 recuaram no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos.

Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 cedeu de 11,17% ao ano para 11,16%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada caiu de 12,08% para 12%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,71% para 12,64%.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP), teve variação de 0,52% em janeiro, abaixo do 0,82% de dezembro e inferior às projeções do mercado financeiro (entre 0,6% e 0,7%). A entidade estima uma inflação de 0,3% em fevereiro.

Comentários dos leitores
joao martins (56) 11/11/2009 18h30
joao martins (56) 11/11/2009 18h30
Temos dóllares sobrando e isso é positivo. A moeda real ficará cada vez mais forte ao se igualar com o dollar. Gerará competitividade na industria, comercio e serviços como todo mundo globalizado é, e não poderemos fugir disso. Um país só começa a virar potencia economica quando a moeda fica forte. Podemos até emprestar para outros paises, como os Estados Unidos, que tal???? sem opinião
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caio bastos lucchesi (245) 09/11/2009 15h45
caio bastos lucchesi (245) 09/11/2009 15h45
À custa de pagar um dos maiores juros do mundo,se
for para fazer doações para Bolívias e Moçambiques,
que se interdide o BC...
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (38) 05/11/2009 23h41
Olmir Antonio de Oliveira (38) 05/11/2009 23h41
Cámbio, valor correto é........a partir de ontem integrante começaram a dizer %........bla bla bla...... negocio é negócio, é preciso negociar, disputar, só bla bla bla....não pode ser. Fazer uma médiazinha outra dali, uma puxadinha, esticadinha, isto não. O dito escrito e divulgado é flutuar, foi a regra que fizeram eles propuseram, ofertaram, assim deveria ser e ponto final. Como boa tolerância, como é sabido as compras feitas são auxilio aos exportadores, sem questionar, bem vinda, ajuda dar equilibrio. Mas não esquecer que isto tem custo e não é pouco......mas é um auxílio, é compresivel, há muito o jogo tem sido assim, esta nos parametros do praticado rotineiramente, tornou~se compreensivel. Exportações equivalem a 1/10 a 1/15 do pib......Até agora não entendi, não ação contra produto ........as salvaguardas impetradas por outros países. pode parecer só teoria, mas é proteção real. O consumidor e o trabalador brasileiro não tem voz, e nem quem o defenda nestas horas........ Só esta faltando pré estabelecerem, a exemplo do feito governo após os militares...... sem opinião
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