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Dinheiro
08/02/2008 - 09h12

Inflação desacelera e sobe 0,99% em janeiro, mas educação pressiona, diz FGV

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da Folha Online

O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) desacelerou em janeiro, registrando alta de 0,99% (contra 1,47% um mês antes). Os preços dos produtos agrícolas continuam em sua tendência de baixa, enquanto os preços na educação continuam a subir.

A metodologia aplicada na apuração do IGP-DI é a mesma do IGP-10 e do IGP-M (usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel), também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente (O IGP-DI de janeiro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência).

O indicador dos preços do grupo Educação, Leitura e Recreação tiveram alta de 2,52%, contra 0,27% um mês antes. Segundo a FGV, o destaque nesse grupo de despesas foi o item cursos formais, que, de estabilidade, passou para alta de 4,49%.

O item também pesou na apuração do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que subiu 0,97% no mês passado, contra 0,70% em dezembro. Também influenciaram a alta do IPC os avanços no grupo Alimentação (1,69% para 2,10%), com destaque para hortaliças e legumes (-0,82% para 3,84%) e frutas (1,31% para 6,57%).

Também subiram os índices dos grupos Habitação (0,02% para 0,25%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,28% para 0,54%) e Despesas Diversas (0,59% para 0,67%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (-0,67% para -0,16%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,03% para 0,87%) e bebidas alcoólicas (-1,28% para 0,53%).

Os grupos Vestuário (0,67% para -0,46%) e Transportes (0,97% para 0,26%) tiveram desaceleração, com destaque para roupas (0,89% para -1,01%) e álcool combustível (8,35% para 0,94%). O núcleo do IPC subiu 0,36% em janeiro, contra 0,25% em dezembro.

Alimentos

Nos preços no atacado, no entanto, os preços dos alimentos desaceleraram: o indicador de produtos agrícolas teve alta de 1,60%, contra 4,27% um mês antes.

O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve desaceleração no mês passado, subindo 1,08%, contra 1,90% um mês antes. O índice de Bens Finais subiu 0,25% contra 1,74% no mês anterior. O destaque na desaceleração veio do subgrupo alimentos in natura (que, de alta de 5,58% em dezembro, caiu para -0,63% no mês passado). Excluídos os preços de alimentos in natura e combustíveis, a alta foi de 0,27% (contra 1,02% um mês antes).

O índice de Bens Intermediários subiu 1,32% em janeiro, contra 0,99% em dezembro. O destaque foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 0,27% para 1,15%. Excluídos combustíveis e lubrificantes para a produção, a alta foi de 1,33%. No mês anterior, a variação foi de 0,65%.

O índice de Matérias-Primas Brutas recuou de 3,62% em dezembro para 1,73% em janeiro. A redução se deveu à queda nos preços de: milho em grão (de 10,28% para -8,39%), soja em grão (de 5,90% para 3,99%) e bovinos (2,40% para -0,42%). Tomate (13,82% para 52,80%), arroz em casca (0,03% para 9,85%) e mandioca (-3,08% para 8,83%) tiveram alta.

Construção

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) recuou para alta de 0,38% em janeiro, contra 0,59% em dezembro. O grupo Mão-de-Obra desacelerou, de 0,67% em dezembro para 0,13% no mês passado --devido à redução do impacto do reajuste salarial na cidade de Belo Horizonte.

A taxa do grupo Materiais recuou de 0,47% para 0,43%, enquanto o grupo Serviços apresentou alta, passando de 0,75%, em dezembro, para 1,47%, em janeiro.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (448) 17/12/2009 14h12
Eduardo Giorgini (448) 17/12/2009 14h12
Pois é! Concordo com as afirmações.
Inflação esta voltando, governo gastando com folha de pagamento,políticos e funcionários discutindo como serão os salarios e seus planos de carreira para o ano que vem.
Dinheiro público virou folha de pagamento.
80% de aprovação do governo Lula significa carta branca para Lula e o pessoal de Brasília fazerem o que quiser.
Povo esta feliz assim, é o resultado da democracia sustentado pela ignorância de um povo.
Caso do mensalão do DEM será como o mensalão de Lula-PT.
Isso é o terceiro mundo.
[]s
Eduardo.
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Cassio XF (40) 17/12/2009 11h55
Cassio XF (40) 17/12/2009 11h55
serah que ninguem ve que o que acontece ? O governo gasta muito, a divida publica chega a quase 1.5 trilhoes de reais e continua-se gastando. O governo entao imprime dinheiro para pagar suas dividas. Isso gera inflacao que tentam disfarcar junto a midia e tentam abafar elevando artificilamente os juros em patamares extremos. Alem disso cobram mais e mais impostos. Claro quem acaba pagando eh o povo, que nao ve que inflacao eh puramente a desvalorizacao de seu dinheiro em relacao ao mercado que vive. Quanto mais dinheiro o gov. imprime para manter sua maquina gigantesca, mais se desvaloriza o poder de compra. Resultado: aumento de precos.
Outro comenta que eh o capitalismo, mas isso nao eh capitalismo , eh sim um governo social corporativista, em que o governo sustenta e eh sustentado por grandes empresas lobbista e bancos, suga a riqueza sociedade para seus gastos sem limites, e ainda impoe sua unica moeda como instrumento de troca. Ditadura monetaria.Enquanto nao houver uma revolucao politica e administrtiva no governo, nao adianta trocar de personagem, pois todos cairao no mesmo sitema parasita e ineficiente.
O Brasil soh segue crescendo devido ao forte livre mercado que se ve na economia informal. Esta sim esta girando o dinheiro e criando uma economia forte. Quem pode sonega ( que na maioria sao ricos) e a classe media segue morrendo, donas de casa tem que trabalhar para manter as contas em dia, mas eh isso q querem , mais escravos contribuites para manter a maquina.
3 opiniões
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Acostumados a conviver com a manipulação de números inflacionários, o brasileiro anesteziou-se e vive como um incauto conformado. Como conviveu com números estratosféricos durante longos anos, conforma-se passivamente com os números atuais, sem nada questionar. Agora, diante de uma moeda forte como o real, a inflação está altíssima. Estou de posse de dois impressos de produtos anunciados por uma grande rede de supermercado, um de 2008 e o outro de 2009, final do ano. Veja alguns preços e refresque a memória para a inflação passar: 2008, tender de peru sadia: 17,60 kg; 2009, o mesmo, 25,98; 2008, extrato de tomate elefante de 340g: 1,55; 2009, o mesmo, 2,19; 2008, azeitona verde vale fértil 500g: 4,60; 2009, a mesma, 7,49. Poderíamos citar aqui uma centena de ítens, de nosso consumo diário e demonstrar alta de preços com mais de 30%. Com relação aos serviços, então, aí a coisa é muito pior. Perguntamos: você acredita que o Lula não sabia de nada sobre as malfeitorias do petismo troglodita? Se a resposta é sim, sim também é a "inflaçãozinha" que eles anunciam. - Vou bater um papo com papai noel! 3 opiniões
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