Receita libera consulta ao 2º lote da malha fina de 2007
da Folha Online
A Receita Federal liberou às 14h desta sexta-feira o segundo lote residual de declarações de Imposto de Renda das Pessoas Físicas referente ao exercício de 2007, ano-calendário de 2006. A consulta pode ser feita pela internet (www.receita.fazenda.gov.br) e pelo Receitafone (0300-789-0300).
Neste lote foram liberadas 132.137 declarações, sendo 55.995 contribuintes com imposto a pagar, correspondendo a cerca de R$ 66 milhões, 43.203 extratos para contribuintes com imposto a restituir, correspondendo a R$ 56 milhões, e 32.939 extratos para contribuintes sem saldo de imposto a pagar ou a restituir.
O dinheiro estará disponível para saque no dia 15 de fevereiro e será acrescido de 9,24% correspondentes à variação da taxa do Selic nos meses de maio de 2007 a janeiro de 2008, e de mais 1% referente ao mês de fevereiro de 2008.
O contribuinte com direito a restituição que não solicitou crédito em conta poderá fazê-lo a partir do dia 15 de fevereiro de 2008. Os valores estarão disponíveis no Banco do Brasil. Também é possível ligar para o telefone 4004-0001, nas capitais, ou 0800-729-0001, nas demais localidades (ligação gratuita), para agendar o crédito em conta corrente ou de poupança em seu nome, em qualquer banco.
Malha fina
No ano passado, 479.712 declarações do IR da Pessoa Física ficaram retidas na malha fina, contra 746.035 em 2006, uma queda de 35,7%. Segundo Joaquim Adir, coordenador nacional do programa do IR, a queda ocorreu porque o contribuinte tem a oportunidade de verificar o seu extrato da declaração durante o ano.
Para saber o motivo da inclusão na malha, o contribuinte precisa acessar o site da Receita Federal e informar os números do CPF e do comprovante de entrega da declaração. Além do extrato deste ano, ele também terá acesso às declarações entregues desde 2003.
Se o declarante encontrar qual a divergência, pode corrigi-la e esperar que seu nome saia nos próximos lotes residuais. Caso contrário, deve esperar ser chamado pela Receita Federal, que tem um prazo de cinco anos para convocar o contribuinte.
O principal motivo para um contribuinte cair na malha fina é a omissão de rendimentos.
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