Dinheiro
11/02/2008 - 15h45

Anfavea descarta possibilidade de faltar carro no mercado em 2008

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, descartou que possa faltar carro nas lojas neste ano. Segundo ele, o setor prevê investimentos para 2008 --além dos já feitos no ano passado-- que serão capazes de atender o consumo.

"Não vai faltar carro. A indústria está investindo. Há queda de exportação e projetamos, infelizmente, aumento de importações. As indústrias estão se preparando para atender a demanda. (...) Várias empresas já anunciaram investimentos em 2007, que estão em maturação. E pode-se completar com importação", disse.

A perspectiva de vender 2,895 milhões de veículos neste ano --17,5% a mais em relação a 2007-- e a expansão de 40,6% verificada nas vendas no mês passado, ante igual período de 2007, não são motivos de preocupação quanto à capacidade da indústria automotiva em atender a demanda.

"Entramos em uma nova base de mercado. Projetamos expansão de 17,5% nas vendas e ao longo do ano deve haver uma acomodação em relação ao crescimento deste mês de janeiro", informou Schneider, que anunciou para março a divulgação de um estudo sobre a evolução da capacidade de produção da indústria.

Segundo Schneider, no acumulado dos últimos 12 meses, a indústria automotiva superou, pela primeira vez, os 3 milhões de unidades produzidas, em expansão de 15,2% no período encerrado em janeiro deste ano. Em igual período (entre janeiro de 2008 e fevereiro de 2007), as vendas registram alta de 29,6%, a 2,525 milhões de unidades.

A entidade divulgou nesta segunda-feira os dados do setor para o mês de janeiro deste ano, que apontaram alta de 15,5% da produção (254,9 mil unidades) em relação a dezembro. Na comparação com janeiro de 2007, a expansão foi de 24,2%. Os resultados de vendas e produção no primeiro mês deste ano foi o melhor da história para o período.

As exportações de veículos montados e desmontados (CKD) somaram 53.054 unidades em janeiro (queda de 5,3% ante dezembro de 2007 e alta de 7,7% ante janeiro do mesmo ano). As vendas de carros importados, por sua vez, caíram 14,5% em janeiro em relação ao mês anterior e subiram 56,5% na comparação com janeiro de 2007.

As exportações totais de veículos e máquinas agrícolas somaram R$ 1 bilhão em janeiro, em alta de 26,8% em relação a igual período do ano passado e em queda de 17,4% ante dezembro.

Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Mesmo com aquecimento global, Conferência do clima em Copenhague e tudo, o setor petrolífero e automotivo voltam à todo vapor com pesados investimentos. Como se não bastasse o egocentrismo da emergente classe média em não abrir mão de um "direito" à propriedade de um veículo, não se importando com as consequências no trânsito. Mesmo com pesados investimentos em transporte público, o argumento é que ele ainda continua precário.
"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
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Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Vamos ver se desta vez eles efetivam os terceiros residentes, uma vergonha ter mais de 4 mil terceiros da planta Anchieta para obter o mesmo produto final e pagando salários abaixo da média para eles... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
A respeito do setor de autopeças. Creio que dada as isenções de ipi aos automoveis, faltou dar uma salvaguarda para incrementar, prestigiar o produtor de autopeças aqui radicados, inclusive poderia auxiliar a players internacionais para produzirem aqui, inclusive para exportações em futuro ser atual crise vividas em diversos paises. (por conceito sou favoravel ao livre mercado e livre iniciativa, a desoneração de impostos e ou entraves burocraticos, mas eventualmente o mercado e o país deve dar certa salvaguarda, mas sempre por periodo menor possivel).
Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
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