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Dinheiro
11/02/2008 - 17h09

Carro mais barato do mundo não foi projetado para mercado brasileiro, diz Anfavea

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

O Tata Nano, conhecido como o "carro mais barato do mundo", não foi projetado para o mercado brasileiro, segundo o presidente da Anfavea, (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider. O modelo foi apresentado no mês passado na Índia com o valor de venda de US$ 2.500 (cerca de R$ 4.400).

"O Tata Nano foi projetado para o mercado indiano. Mas esse carro é uma tendência, de novos consumidores chegando à possibilidade de adquirir carros", disse Schneider. "Uma análise mais ampla, independentemente deste carro, aponta que os consumidores que aqui estão respeitam carros com itens de segurança, que têm custo, assim como normas de emissão veicular e carga tributárias diferentes do mercado indiano."

Saurabh Das/AP
O Tata Nano foi lançado na Índia em janeiro, onde será vendido por US$ 2.500
O Tata Nano foi lançado na Índia em janeiro, onde será vendido por US$ 2.500

Segundo Schneider, para sair da Índia, o projeto do Tata Nano deverá ser reformulado.

"Tudo tem de ser levado em conta na hora de falar de custo. E também a expectativa do consumidor em relação ao produto. Se sair da Índia, [o Tata Nano] tem de sair com outro conceito e já é outro carro. (...) Há que se comparar no mesmo ambiente", argumentou o presidente da Anfavea, que divulgou resultados recordes da indústria automotiva para janeiro deste ano.

Na ocasião do lançamento do Nano, na Índia, o presidente da montadora, Ratan Tata, disse que o Brasil é um dos mercados que interessam à empresa para comercializar o Nano. Além do país, a companhia considera Argentina, Indonésia, Malásia e países africanos como os mercados "óbvios" para o carro.

Fiat

A Tata e a Fiat têm um memorando de entendimentos para o estudo da produção conjunta de picapes na Argentina para os mercados latino-americano e europeu e, conforme informou o presidente da montadora indiana, a marca italiana teria preferência em um possível acordo de distribuição e venda do Tata Nano no exterior.

A Fiat, por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou, no entanto, que "não há nada oficial" em relação à uma parceria sobre o Tata Nano no Brasil. "Em relação a um acordo de produzir um carro de acesso ou de baixíssimo custo, não há nenhuma iniciativa", afirmou a assessoria da montadora italiana.

Ainda segundo a imprensa da Fiat, também não há nenhuma definição sobre a fabricação de picapes na Argentina, cujo memorando foi assinado em fevereiro do ano passado e tem produção prevista a partir de 2009. Caso o projeto seja confirmado, os modelos terão plataforma Tata e desenvolvimento brasileiro, como design e engenharia.

Na Índia, a Fiat e a Tata têm acordo de distribuição dos modelos italianos no país e intercâmbio de desenvolvimento.

Hoje, o carro mais barato do Brasil é justamente o Fiat Mille Fire 1.0, com preço sugerido de venda de R$ 23.180.

Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Mesmo com aquecimento global, Conferência do clima em Copenhague e tudo, o setor petrolífero e automotivo voltam à todo vapor com pesados investimentos. Como se não bastasse o egocentrismo da emergente classe média em não abrir mão de um "direito" à propriedade de um veículo, não se importando com as consequências no trânsito. Mesmo com pesados investimentos em transporte público, o argumento é que ele ainda continua precário.
"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
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Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Vamos ver se desta vez eles efetivam os terceiros residentes, uma vergonha ter mais de 4 mil terceiros da planta Anchieta para obter o mesmo produto final e pagando salários abaixo da média para eles... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
A respeito do setor de autopeças. Creio que dada as isenções de ipi aos automoveis, faltou dar uma salvaguarda para incrementar, prestigiar o produtor de autopeças aqui radicados, inclusive poderia auxiliar a players internacionais para produzirem aqui, inclusive para exportações em futuro ser atual crise vividas em diversos paises. (por conceito sou favoravel ao livre mercado e livre iniciativa, a desoneração de impostos e ou entraves burocraticos, mas eventualmente o mercado e o país deve dar certa salvaguarda, mas sempre por periodo menor possivel).
Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
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