Dinheiro
12/02/2008 - 12h19

Pequenas empresas paulistas registram melhor resultado desde 2002

da Folha Online

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas registraram em 2007 o maior nível de faturamento em cinco anos. Elas obtiveram, em média, um ganho de R$ 197,310 mil no ano, segundo dados divulgados hoje pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas de São Paulo).

A taxa de crescimento anual foi de 4%, em relação a 2006. Nos anos de 2004, 2005 e 2006, a variação anual do faturamento havia alternado resultados favoráveis e desfavoráveis, fechando respectivamente, em 4,3%, 2,9% e -3,5%.

Com esses resultados, estima-se que a receita total do universo das MPEs paulistas em 2007 tenha sido de R$ 261,7 bilhões, o que representou um ganho de R$ 10,1 bilhões sobre 2006.
A pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada mensalmente junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas do comércio, indústria de transformação e prestadoras de serviços, traz resultados de cinco indicadores: faturamento real, nível de pessoal ocupado, gastos com salários, rendimento médio dos empregados e expectativas dos pequenos empresários.

"Em 2007, o cenário de inflação em baixa, queda de juros, recuperação da renda do trabalhador e o aumento das opções de crédito ao consumidor levaram à ampliação do consumo das famílias, possibilitando um cenário mais próspero ao mercado interno", explica Marco Aurélio Bedê, gerente do Observatório das Micro e Pequenas Empresas.

O comércio foi o setor que liderou a recuperação das micro e pequenas empresas em 2007. Com aumento de 8,6% no faturamento em relação ao ano anterior, puxado pelo varejo de alimentos e vestuário, o setor fechou o ano com expansão bem à frente da indústria (1,7%), enquanto o setor de serviços registrou queda acumulada de 3% no faturamento.

Emprego e renda

Em dezembro de 2007, estima-se que as MPEs do Estado de São Paulo tenham atingido um total de 5,6 milhões de postos de trabalho, em que se incluem ocupações de sócios-proprietários e familiares, além de empregados.

O rendimento médio dos empregados e o total gasto pelas micro e pequenas empresas com salários também apresentaram um significativo aumento. O rendimento médio do trabalhador das MPEs em dezembro de 2007 foi de R$ 1.177, o mais alto em 10 anos, ficando 13% acima do índice registrado em dezembro de 2006.

O gasto total com salários em 2007 (R$ 26.912) foi o mais alto desde 2003, quando foi registrado uma média de R$ 22.958,00 por empresa. Em cinco anos, o total pago em salários pelas empresas cresceu em média 17%.

Os pequenos negócios continuam sendo os maiores empregadores, apesar da estabilidade no nível do pessoal ocupado (0,1% com relação a 2006, ou seja, 8.088 novas vagas).

Região

Os pequenos negócios do interior do Estado de São Paulo foram os principais responsáveis pela recuperação do faturamento das MPEs em 2007. Eles apresentaram uma expansão de 8% em comparação a 4% na média do Estado.

O interior também liderou a expansão do total de pessoal ocupado nas MPEs, com variação de 3,1% na comparação entre dezembro de 2007 e dezembro de 2006, contra um índice de 0,1% na média do Estado.

A expansão do gasto total com salários também foi maior na região, com variação de 18,2% na comparação de dezembro de 2007 com dezembro de 2006, frente a uma média de 14,6% no estado.

As MPEs do ABC paulista apresentaram expansão de 6,6% no faturamento anual de 2007, ficando apenas um pouco abaixo da média do interior (com expansão de 8% no faturamento) e acima da média do estado (4% no ano). Em 2007, o faturamento médio das MPEs do ABC foi de R$ 225 mil, superando a média do registrado nas demais regiões R$ 219 mil no município de São Paulo, R$ 213 mil na região metropolitana de São Paulo e R$ 182 mil no interior).

O rendimento médio do trabalhador na região do ABC superou todas as demais regiões analisadas, ficando em R$1.307 (contra R$ 1.301 no município de São Paulo, R$ 1.282 na região metropolitana e R$ 1.079 na média do interior).

 

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