Conselho libera duas variedades de milho transgênico
da Agência Brasil
Por sete votos a quatro, os integrantes do Conselho Nacional de Biossegurança ratificaram a decisão da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) de liberar o plantio e comercialização de duas variedades de milho transgênico.
As variedades liberadas são a Guardian, desenvolvida pela empresa norte-americana Monsanto e resistente a insetos, e a Libertlink, da empresa alemã Bayer e resistente ao herbicida glufosinato de amônio, utilizado na pulverização para combater ervas daninhas.
"É a primeira liberação comercial de milho transgênico no Brasil", afirmou o ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. "Esses dois milhos que foram aprovados tiveram estudos conduzidos por praticamente um ano, e finalmente temos a aprovação final do Conselho Nacional de Biossegurança", afirmou.
Na última reunião do conselho, em janeiro, os ministros adiaram a decisão e pediram um parecer à Advocacia Geral da União (AGU) sobre os recursos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) pela proibição do milho transgênico.
De acordo com Sergio Rezende, o parecer da AGU apontou que pela Lei de Biossegurança cabe à CTNBio a palavra final sobre o tema. De acordo com o ministro, agora cabe ao Ministério da Agricultura fazer o registro das variedade solicitadas para posterior comercialização.
Rezende admitiu, entretanto, que "há sementes que estão sendo utilizadas sem a devida autorização" e disse que agora cabe ao Ministério da Agricultura regular a questão, inclusive decidir se autoriza a venda do milho das lavouras plantadas com sementes geneticamente modificadas antes mesmo da autorização. "Agora essa autorização [de plantio e comercialização] está concedida, e o Ministério da Agricultura poderá autorizar oficialmente a venda dessas sementes."
Sobre a terceira variedade de milho liberada pela CTNBio, da empresa Syngenta, o ministro explicou que ainda não será comercializada, a exemplo das outras duas, porque ainda há quatro dias para que sejam apresentados recursos.
Antes do milho, o Brasil já havia liberado a soja transgênica, em 1997, e o algodão, em 2000.
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Me dá ARREPIOS!
O Brasil disputando a liderança de expansão com a Índia?
O nosso país, tentando no futuro, disputar a liderança de produção de transgênicos com os Estados Unidos? Um péssimo exemplo de desenvolvimento sustentável?
Cada plantinha que plantarmos vamos pagar royaltes a empresas destes países que estão pouco se "lixando" com o desenvolvimento dos países mais pobres e subdesenvolvidos?
Preferia outras manchetes nos jornais, como: " Brasil lidera expansão na agricultura orgânica no mundo" ou, "Brasil, um exemplo de país em desenvolvimento sustentável no mundo"!
Me dá arrepios, porque, apesar de saber que temos cientistas e pesquisadores de alto nível estudando de forma séria o assunto, tenho consciência do nível de representantes no parlamento e de governantes que temos, preocupados muito mais com interesses pessoais e eleitoreiros do que com os da nação e com o futuro dela e dos brasileiros!
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