Dinheiro
13/02/2008 - 16h56

Ex-subsidiária da Varig deve demitir até 350 no país, diz federação

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos negocia com a VEM (Varig Engenharia e Manutenção) a demissão de até 350 funcionários da empresa. Segundo o presidente da federação, Uébio José da Silva, a entidade busca uma solução para minimizar o número de demissões na ex-subsidiária da Varig, já que a empresa informou que o processo de reestruturação é inevitável.

Segundo Silva, a VEM têm cerca de 3.000 funcionários no país, com as maiores bases em São Paulo (aeroporto de Guarulhos), Rio (Galeão) e Porto Alegre (aeroporto Salgado Filho). Até o momento, a federação tem a informação de 90 dispensas de trabalhadores no Rio, 60 em Porto Alegre e outras 60 em São Paulo (entre Congonhas e Guarulhos) e trabalha para que o número não supere 350 demissões.

"A empresa informou que a redução da força de trabalho é inevitável, já que há trabalhadores parados e muitos contratos foram suspensos. Mas a empresa tem respeitado os contratos e pago os salários. As demissões não devem chegar a 500 trabalhadores como já se disse", afirmou o presidente da federação dos trabalhadores.

A VEM foi comprada pela companhia aérea portuguesa TAP em 2005. Procurada pela Folha Online, a assessoria de imprensa da TAP informou "não haver informações disponíveis sobre as demissões". Silva informou ter reunião com o diretor de recursos humanos da VEM na próxima semana no Rio para tratar do assunto.

Segundo reportagem da Folha, publicada no mês passado, de um ano para cá, a TAP trocou a presidência da VEM, substituiu diretores e demitiu uma parcela significativa dos empregados. A folha de pagamento, que chegava a R$ 18 milhões, foi reduzida para R$ 9 milhões.

Com uma estrutura considerada inchada à época da compra pela TAP, em 2005, a VEM também vem fechando várias bases no país, já que muitas só tinham sentido comercial por causa da Varig. A VEM chegou a ter mais de 20 bases de operações, em locais como Salvador, Foz do Iguaçu e Campinas, entre outros. As dívidas tributárias da VEM são avaliadas em cerca de R$ 450 milhões.

 

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