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Dinheiro
13/02/2008 - 19h25

Bush sanciona pacote de estímulo à economia dos Estados Unidos

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sancionou nesta quarta-feira o pacote de estímulo econômico ao país que dará cheques de restituição de impostos a milhões de norte-americanos. O objetivo é impedir a desaceleração do consumo e evitar que os EUA caiam em recessão.

A estimativa inicial do Tesouro americano era de começar a enviar os cheques em 60 dias a partir da aprovação das medidas, ou seja, maio. Mais de 130 milhões de pessoas serão beneficiadas.

O pacote prevê uma restituição de US$ 600 para cada contribuinte com renda anual de até US$ 75 mil; e US$ 1.200 para casais com renda até US$ 150 mil, além de US$ 300 adicionais por filho. Quem não não paga imposto de renda, mas recebe o teto de US$ 3 mil anuais, terá direito a cheques de US$ 300.

O pacote também prevê incentivos fiscais para a compra de máquinas e equipamentos por parte das empresas. Também eleva o valor de financiamentos habitacionais que podem ser absorvidos por empresas de hipotecas patrocinadas pelo governo.

O plano aprovado pelo Senado na semana passada permitirá ainda enviar cheques de US$ 300 aos cerca de 20 milhões de americanos que vivem apenas do que recebem da Seguridade Social e veteranos com deficiências, e que no caso do projeto aprovado pela Câmara de Representantes estariam excluídos.

Depois das emendas dos senadores, a previsão é que o projeto, originalmente estimado em US$ 146 bilhões, tenha subido para US$ 168 bilhões.

Crise.

O pacote se soma a outras medidas para evitar que a atividade econômica nos EUA desacelere. O maior temor é de uma queda no consumo dos norte-americanos, uma vez que 70% de toda a atividade econômica do país é movimentada pelas compras dos cidadãos (seja de bens como roupas e aparelhos eletrônicos, seja de bens de alto valor, como residências e automóveis).

Para que os americanos não fechem suas carteiras, o Fed (Federal Reserve, o BC americano) vem cortando seus juros. Taxas mais baixas barateiam os empréstimos e financiamentos bancários; com isso, os consumidores buscam mais dinheiro nos bancos, gastam e fazem a economia girar. As empresas, ao mesmo tempo, investem em produção, apostando na disposição dos consumidores para gastar. Dessa forma, a atividade econômica volta aos trilhos e o país evita a recessão.

 

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