Compra da Ipiranga pode trazer "incongruências", diz diretor da ANP
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O diretor geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Haroldo Lima, disse nesta quinta-feira que a operação de compra do Grupo Ipiranga pelo consórcio Petrobras-Braskem-Ultra poderá acarretar em "incongruências" no setor de distribuição de combustíveis.
Lima não quis especificar se haverá concentração de mercado e em que locais isso poderia acontecer.
A ANP enviou à SDE (Secretaria de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça, um parecer da agência sobre o cenário futuro em função da operação.
Lima não detalhou a posição oficial da agência e ressaltou que sua avaliação é pessoal.
"As informações que passamos mostra a situação que pode ser criada. A ANP não indica nada. Ela coloca os problemas em função do que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) nos passa. Mas cabe ao Cade, só ao Cade, se ver se pode ou não pode", disse Lima, que participou de seminário sobre as possibilidades de negócios com o megacampo de Tupi.
Lima comentou também que a margem da auto-suficiência de petróleo está curta. Segundo ele, a produção atual do país gira em torno de 1,9 milhão de barris por dia, para um consumo de 1,85 milhão de barris por dia.
"Estamos apertados. Não estamos com uma larga margem mas também não podemos dizer que estamos abaixo", explicou.
Leia mais
- Petrobras anuncia furto de informações sigilosas sobre pesquisas sísmicas
- ANP faz concurso com salário de até R$ 6.000; Petrobras encerra sexta
- Petrobras deve investir R$ 12 bi em plataformas para explorar bacia de Santos
- BG e Galp estimam que Tupi tenha até 30 bilhões de barris de petróleo
- Livros ajudam executivos a expandir negócios e melhorar qualidade de vida
Especial


