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Dinheiro
15/02/2008 - 12h58

Mesmo com chuvas, conselho decide manter térmicas ligadas

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Apesar de as chuvas das últimas semanas terem elevado os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que estão acima do patamar mínimo, o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) decidiu manter ligadas as termelétricas por motivos de segurança. Essas usinas, que são mais caras e mais poluentes, são acionadas quando há risco de faltar água para a geração hidrelétrica.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, na próxima reunião do conselho, marcada para o dia 28, serão definidos os níveis de segurança dos reservatórios para o fim do ano e início de 2009. Só depois dessa definição é que o conselho avaliará se as térmicas poderão ser desligadas e decidirá quais usinas serão retiradas de funcionamento.

"Está mantida a operação [das térmicas] e estamos monitorando. Hoje não seria recomendável o desligamento dessas térmicas", declarou.

Zimmerman comentou ainda a redução na economia com o horário de verão neste ano, como noticiou ontem a Folha Online. Neste ano, ao invés dos R$ 40 milhões que são economizados, em média, com a mudança do horário, deixou-se de gastar apenas R$ 10 milhões.

O secretário explicou que a economia se dá todos os anos porque, com a redução no consumo, há menos necessidade de ligar termelétricas. Como a partir de janeiro praticamente todas as termelétricas tiveram que ser ligadas, não houve redução e, portanto, não se economizou.

Apesar disso, o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema), Hermes Chipp, garante que a mudança no horário é importante e dá mais segurança ao sistema.

"O horário de verão é sempre importante porque representa uma redução de 4% a 5% no consumo de energia elétrica. Uma redução de 2.000 MW representa segurança", afirmou.

A demanda por energia elétrica no horário de pico (de 19h às 22h) caiu 4,2% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e 4,8% na Região Sul neste ano.

O CMSE é responsável por monitorar os níveis dos reservatórios e acionar termelétricas quando necessário. O conselho é composto pelo Ministério de Minas e Energia, Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), ONS (Operador Nacional do Setor Elétrico) e outros órgãos da área. Na reunião desta sexta-feira, pela primeira vez, houve a participação da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A federação foi escolhida como representante da sociedade e, em cada reunião, será uma entidade diferente.

 

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