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Dinheiro
15/02/2008 - 18h22

Saiba mais sobre o megacampo de Tupi, na Bacia de Santos

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da Folha Online
com Folha de S.Paulo

Anunciado em novembro do ano passado, o megacampo de Tupi, na Bacia de Santos, tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas de petróleo do mundo dos últimos sete anos.

Assim, o furto de dados sigilosos da petrolífera brasileira ganha gravidade caso realmente se confirme que o contêiner do qual saíram os laptops e discos rígidos tinha informações sobre Tupi. Devido à dimensão de suas possíveis reservas, o campo mexe com o mercado há meses.

Recentemente, as ações da estatal tiveram forte oscilação, após a empresa britânica BG Group (parceira do Brasil no campo, com 25%) ter divulgado nota estimando uma capacidade entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris de petróleo equivalente em Tupi. A portuguesa Galp (10% do projeto) confirmou o número.

Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13,920 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2007, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.

A discrepância das estimativas da Petrobras e de suas sócias pode ser explicada por uma diferença de critério adotado. A estatal divulgou o volume de óleo recuperável, ou seja, possível de ser extraído do subsolo. Já as companhias européias anunciaram o volume total que existe sob o mar, que, em geral, não pode ser totalmente extraído.

Produção

Até hoje, a Petrobras produziu petróleo, no máximo, a 2.700 metros de profundidade. Os reservatórios de Tupi, porém, se encontram abaixo de uma extensa camada de sal localizada até a 5.000 metros de profundidade.

A Petrobras pretende iniciar já em 2008 a produção no campo. Segundo o diretor de Exploração e Produção da companhia, Guilheme Estrella, a primeira fase de exploração prevê o chamado teste de longa duração. Ele vai durar aproximadamente seis meses, e a produção diária ficará entre 30 mil barris/dia e 40 mil barris/dia. O diretor, porém, não estimou um prazo para que a comercialidade de Tupi seja declarada. Segundo ele, a Petrobras tem até 2010 para fazer isso.

Arte Folha/Arte Folha
 

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