Dados da Petrobras furtados vinham de sonda na Bacia de Santos
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A Polícia Federal de Macaé (RJ) confirmou nesta sexta-feira que o material furtado que continha informações sigilosas da Petrobras vinha de uma sonda que estava na Bacia de Santos. Com isso, aumenta a possibilidade de que os quatro notebooks e os dois discos rígidos que foram levados de um contêiner da americana Halliburton contenham informações sobre pesquisas na região do pré-sal, onde estão concentradas as recentes grandes descobertas anunciadas pela estatal.
É na camada pré-sal, situada em águas ultraprofundas, a mais de 5 mil metros de profundidade, que estão as reservas de Tupi e Júpiter. A primeira é estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Já Júpiter tem grande potencial de gás natural, que podem tornar o país auto-suficiente na produção do insumo energético.
A responsável pelo inquérito no Rio, a delegada Carla Dolinski, não dá detalhes acerca das investigações. Segundo ela, as apurações correm sob sigilo. A delegada não informou quais serão os procedimentos da investigação de agora em diante. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) também está averiguando o caso.
A Petrobras não fez comentários, nesta sexta-feira, a respeito do caso. Ontem, por meio de nota, a Petrobras informou apenas que o furto foi feito de uma empresa terceirizada prestadora de serviços, mas não citou nomes. Segundo já confirmado pela PF, o contêiner era da norte-americana Halliburton --a empresa, porém, afirmou que não se pronunciará a pedido da petrolífera brasileira.
O contêiner do qual as informações foram furtadas estava em um navio que partiu do porto de Santos (SP, na Bacia de Santos) no dia 18 de janeiro em direção a Macaé, município situado no Norte Fluminense, onde a Petrobras tem sua base de operações na Bacia de Campos. O contêiner chegou 12 dias depois --foi quando seguranças perceberam que o cadeado tinha sido violado.
Além de avisar a polícia, a Petrobras informou ter realizado investigações internas. Ainda não se sabe, porém, em que trecho do trajeto teria ocorrido o furto.
A PF realizou perícia no contêiner, cujo resultado não foi concluído. Carla Dolinski admitiu, contudo, que as chances de se conseguir informações por meio desta perícia são reduzidas, uma vez que o local não teria sido preservado.
A estatal não informou detalhes sobre o conteúdo dos dados roubados, nem se continham números sobre o megacampo de Tupi, na Bacia de Santos, mas disse que possui cópias das informações.
Ainda Segundo a PF, apesar do contêiner ser da Halliburton, o trajeto final de transporte foi feito por uma empresa chamada Transmagno, com sede em Macaé. Procurada pela Folha Online, a empresa disse que se pronunciaria por meio de nota ainda nesta sexta-feira, mas não fez até agora.
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Especial


Entendo que haja precaucoes , especialmente desde o caso da igreja universal, mas a forma presente , que nao identifica comentarios nao publicados nao é transparente. por favor, tornem o processo de aprovacao/nao aprovacao MAIS transparente.
obrigado.
José Renato
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Nunca houve tantos crimes comuns no Brasil relacionados a política como no Governo Lula.
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Antigamente tinhamos um Serviço Nacional de Informações, SNI, que era um serviço que procurava por informações estratégicas. Agora temos a Agência Brasileira de Inteligência, ABIN, que deve ser a agência que procura inteligência. Que, pelo visto, anda difícil de encontrar...
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