Flex precisa de pelo menos R$ 50 milhões para fazer vôos regulares
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A Flex, novo nome da ANTIGA Varig, que herdou os passivos da companhia aérea, precisa de recursos entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões para que possa arrendar mais aviões e passe a fazer vôos regulares.
A empresa anunciou nesta sexta-feira que pretende fazer o primeiro vôo no dia 8 de março, entre Rio e Salvador. Por enquanto, a companhia fará apenas vôos fretados, por meio de um Boeing 737-300, arrendado junto ao banco americano Wells Fargo.
| Rafael Andrade/Folha Imagem |
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O presidente da Flex, Miguel Dau, disse que a companhia tem condições de crescer de forma sustentada. A empresa espera conseguir os recursos por meio de ações judiciais que estão tramitando na Justiça, entre as quais contra a Varig Log e contra a União, pela cobrança de defasagens tarifárias. Esta última pode gerar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões para a companhia.
"A Flex não é uma empresa de um avião só, como andam dizendo. É uma empresa em recuperação, que está conversando com outros arrendadores para cumprir um plano de linhas", afirmou.
O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial, negou que decretará a falência da velha Varig caso a Flex não comece a voar. Ele destacou que a empresa tem perspectivas de arrecadação, como créditos em ICMS e ações judiciais com outras empresas.
"Não trabalho hoje, em hipótese alguma, com qualquer expectativa de falência. se um dia for necessário, o judiciário não vai se furtar a fazer, o mais rápido possível", observou.
Ayoub acrescentou que liberou R$ 30 milhões para o Aerus, o fundo de pensão dos funcionários da Varig. O valor é oriundo da antecipação do pagamento de debêntures que a Gol, compradora da nova Varig, teria que fazer, conforme previa o plano de recuperação da empresa. A dívida do Aerus soma R$ 3 bilhões.
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