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Dinheiro
16/02/2008 - 10h22

Polícia toma 1º depoimento 15 dias após queixa

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da Folha Online

A PF (Polícia Federal) tomou nesta sexta-feira (14) o primeiro depoimento no caso do furto de furto de quatro computadores e dois discos rígidos com dados estratégicos da Petrobras em um contêiner entre o litoral de São Paulo e Macaé (norte do Estado do Rio de Janeiro), 15 dias após a empresa ter apresentado queixa, informa Sérgio Torres, em reportagem da Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo o texto, um um homem, que seria funcionário da Petrobras, foi interrogado pela presidente do inquérito, delegada Carla de Melo Dolinski, ontem à tarde, na PF em Macaé. A delegada, no entanto, informou que a investigação correrá sob sigilo.

"Não vou comentar o assunto pois a investigação está sob sigilo. Todas as informações à imprensa serão repassadas pelas assessorias de comunicação da Polícia Federal quando for necessário", afirmou. Ela disse também que não se pronunciaria sobre se a Petrobras e a Halliburton enviaram à PF as informações solicitadas para prosseguir a investigação.

O contêiner de onde foram furtados os equipamentos é de propriedade da Halliburton e estava em um navio que partiu do porto de Santos (SP) no dia 18 de janeiro em direção a Macaé, onde a Petrobras tem sua base de operações na Bacia de Campos. O contêiner chegou 12 dias depois --foi quando seguranças perceberam que o cadeado tinha sido violado.

O trajeto final de transporte foi feito por uma empresa chamada Transmagno, com sede em Macaé. Segundo a delegada, a PF trabalha com duas hipóteses no caso: roubo simples ou espionagem industrial. Dolinski afirmou ainda que o caso estava sendo apurado desde a última quinta-feira (dia 7), apesar de o furto ter sido informado no dia 1º de fevereiro.

Além da PF, também investiga o caso a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Inicialmente, a PF mencionou dois computadores e um disco rígido.

A Halliburton é uma das principais empresas prestadoras de serviços para o setor petrolífero do mundo e teve como um de seus executivos o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney. O contrato com a Petrobras tem validade de quatro anos e valor de US$ 270 milhões.

Comentários dos leitores
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
caros , fiz um comentário que mais uma vez nao foi publicado. creio que deveria haver um 'log' de comentários nao publicados, incluindo o nome do usuário mas nao incluindo o comentário em si, e explicando o porque nao foi publicado.
Entendo que haja precaucoes , especialmente desde o caso da igreja universal, mas a forma presente , que nao identifica comentarios nao publicados nao é transparente. por favor, tornem o processo de aprovacao/nao aprovacao MAIS transparente.
obrigado.
José Renato
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José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
Que conveniente encontrarem um esquema de roubo de lap tops. Como no caso de Celson Daniel , a polícia fica ansiosa para justificar o 'crime comum'. Uma vergonha um delegado da Polícia Federal decidir pelo crime comum, sabendo que há bandidos que aceitam dinheiro para assumir 'broncas'. Falta só falar que todo mundo na Petrobrás transporta lap tops em caminhoes, junto com talao de cheque e blackberry. Práticas normais no mundo dos negócios.
Nunca houve tantos crimes comuns no Brasil relacionados a política como no Governo Lula.
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Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Com que então guilhotinaram a guilhotina da Abin. Que pena. Mas se era uma concorrência dirigida - a única que se tem notícia (sic) - fizeram muito bem. Afinal, ninguém deve duvidar da retidão desse sistema de Pregão Eletrônico.
Antigamente tinhamos um Serviço Nacional de Informações, SNI, que era um serviço que procurava por informações estratégicas. Agora temos a Agência Brasileira de Inteligência, ABIN, que deve ser a agência que procura inteligência. Que, pelo visto, anda difícil de encontrar...
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