Dinheiro
18/02/2008 - 02h30

Para perícia da PF, furto da Petrobras foi crime comum

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da Folha Online

O sumiço de equipamentos de informática com informações estratégicas da Petrobras sobre a indústria petrolífera no litoral brasileiro não passou de um furto comum para os peritos da Polícia Federal, praticado por pessoa sem o requinte de um espião a serviço de governos estrangeiros ou de concorrentes, revela matéria de Sérgio Torres publicada nesta segunda-feira na Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Responsável pela perícia do roubo, o perito criminal Isaac Morais, do Núcleo de Criminalística da Superintendência da PF no Rio de Janeiro, já relatou a superiores e colegas estar convencido de que quem arrombou o compartimento e levou quatro notebooks, dois discos rígidos e dois pentes de memória não sabia que dentro deles havia dados secretos da estatal.

O perito chegou a definir a ação como "um serviço porco", conforme disseram colegas seus à Folha. Para o governo federal, o sumiço é uma questão de Estado.

Segundo Morais, caso estivesse só em busca dos equipamentos com as tais informações, o criminoso procuraria não deixar evidências de sua passagem, gravando os conteúdos importantes em um pen drive, por exemplo.

A descoberta do roubo ocorreu no dia 31 de janeiro, quando um contêiner foi descarregado no pátio da empresa Halliburton em Macaé (188 km ao norte do Rio), município que é a base da Petrobras na bacia de Campos. O contêiner havia saído da bacia de Santos, em um rebocador, no dia 18.

Comentários dos leitores
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
caros , fiz um comentário que mais uma vez nao foi publicado. creio que deveria haver um 'log' de comentários nao publicados, incluindo o nome do usuário mas nao incluindo o comentário em si, e explicando o porque nao foi publicado.
Entendo que haja precaucoes , especialmente desde o caso da igreja universal, mas a forma presente , que nao identifica comentarios nao publicados nao é transparente. por favor, tornem o processo de aprovacao/nao aprovacao MAIS transparente.
obrigado.
José Renato
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José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
Que conveniente encontrarem um esquema de roubo de lap tops. Como no caso de Celson Daniel , a polícia fica ansiosa para justificar o 'crime comum'. Uma vergonha um delegado da Polícia Federal decidir pelo crime comum, sabendo que há bandidos que aceitam dinheiro para assumir 'broncas'. Falta só falar que todo mundo na Petrobrás transporta lap tops em caminhoes, junto com talao de cheque e blackberry. Práticas normais no mundo dos negócios.
Nunca houve tantos crimes comuns no Brasil relacionados a política como no Governo Lula.
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Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Com que então guilhotinaram a guilhotina da Abin. Que pena. Mas se era uma concorrência dirigida - a única que se tem notícia (sic) - fizeram muito bem. Afinal, ninguém deve duvidar da retidão desse sistema de Pregão Eletrônico.
Antigamente tinhamos um Serviço Nacional de Informações, SNI, que era um serviço que procurava por informações estratégicas. Agora temos a Agência Brasileira de Inteligência, ABIN, que deve ser a agência que procura inteligência. Que, pelo visto, anda difícil de encontrar...
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