Vendas do comércio em 2007 têm maior expansão desde 2001, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizada às 13h
As vendas no comércio em 2007 tiveram um crescimento de 9,6% (sem ajuste sazonal) na comparação com o ano anterior, informou nesta segunda-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi o maior resultado da série histórica iniciada em 2001. Com ajuste sazonal, o crescimento foi de 9,9%.
Em dezembro, as vendas não tiveram variação na comparação com novembro. Já na comparação com dezembro de 2006, o volume de vendas cresceu 9%.
"A nossa percepção é que as pessoas não dependem mais do 13º salário para fazer as compras de Natal. Em função da maior oferta de crédito e do aumento de renda, as pessoas estão antecipando essas compras", afirmou Reinaldo Silva, coordenador da Pesquisa Mensal do Comércio, ao comentar o resultado estável de dezembro.
A receita nominal obtida com as vendas registrou expansão de 11,8% (com ajuste sazonal) no ano passado, comparado a 2006; sem o ajuste, as receitas tiveram crescimento de 14,1%. Em dezembro, o crescimento foi de 0,4% em relação a dezembro de 2006.
Segundo explicou o IBGE em nota, "condições favoráveis de crédito ao consumo, melhoria do rendimento real e do emprego e da queda nos preços, proporcionada pela concorrência dos importados, foram os principais fatores de sustentação do resultado positivo da atividade pelo quarto ano consecutivo".
O principal impacto nas vendas no comércio veio do setor Hipermercados, Supermercados e Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com contribuição de 3,2 pontos percentuais na taxa global; no ano passado, o crescimento foi de 6,4%, na comparação com o ano anterior.
"Esse resultado também está ligado ao aumento da massa salarial e à expansão do crédito, principalmente em relação aos cartões das próprias redes do gênero", explicou Silva.
Ele acrescentou que, mesmo assim, a média de crescimento desse segmento está abaixo do verificado em anos anteriores. Segundo Silva, isso ocorreu por causa do aumento dos preços dos alimentos.
A segunda principal contribuição veio do grupo de Móveis e Eletrodomésticos, que registrou crescimento de 15,4%, frente a 2006. Este segmento foi responsável por 2,3 ponrtos percentuais da taxa global.
O IBGE destacou ainda o desempenho nos setores de Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação, com expansão de 29,4%; Tecidos, Vestuário e Calçados, com alta de 10,7% na comparação com 2006; e Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (7,1%, na mesma comparação).
Em 2007, Combustíveis e Lubrificantes tiveram vendas 5,1% maiores do que as verificadas ao longo de 2006.
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