Dinheiro
18/02/2008 - 18h51

Presidente da BR diz que furtos de equipamentos da Petrobras "ocorrem sempre"

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, disse nesta segunda-feira que o transporte de equipamentos (entre eles computadores portáteis) oriundos de sondas da Petrobras em contêineres é "corriqueiro". Segundo a PF (Polícia Federal) confirmou na semana passada, informações sigilosas e estratégicas da estatal petrolífera foram furtadas no início do mês de um contêiner da americana Halliburton, prestadora de serviços da Petrobras --os dados estariam em quatro laptops e discos rígidos.

Segundo Dutra, que comandou a Petrobras entre 2003 e 2005, os contêineres funcionam como um escritório itinerante. Ele acrescentou que, geralmente, as informações obtidas nas pesquisas, em sondas, são repassadas imediatamente à sede central da empresa, no Rio.

Dutra admitiu ainda que roubos e furtos de equipamentos "ocorrem sempre", mas não precisou quais deles seriam desviados nos transportes entre unidades da Petrobras.

O executivo evitou comentar que tipo de dados teriam sido furtados do contêiner que seguiu de Santos (SP) para Macaé (RJ) no final de janeiro. O caso foi comunicado à PF (Polícia Federal) no dia 1º de fevereiro, mas o inquérito foi aberto apenas no dia 7.

"Esse tipo de transporte que é feito pelas empresas que fazem perfilagens nos poços de petróleo é sempre feito. Não houve nada de excepcional neste caso, a não ser o próprio roubo do equipamento. Resta saber apenas que tipo de informações esses computadores continham", afirmou Dutra, que participou de cerimônia de lançamento do novo cartão Petrobras, parceria da BR com o BB (Banco do Brasil).

Em comunicado conjunto divulgado hoje, assinado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, e pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Jorge Armando Felix, o governo federal disse que o furto "reveste-se de importância em função da possível fragilidade do sistema de segurança para o transporte de informações reservadas".

Leis

Dutra defendeu que haja mudanças na Lei do Petróleo, em função das recentes descobertas na área do pré-sal, na Bacia de Santos, que apontam para um potencial que pode colocar o Brasil entre os principais produtores do mundo.

Ele também defendeu a adoção de um modelo híbrido, que seria baseado em modelos adotados no mercado internacional, adaptados à realidade brasileira. "Há vários modelos no mundo. Pode ser híbrido do que já existe. Minha opinião pessoal é que as leis têm que se adaptar aos tempos", observou.

É na camada pré-sal, situada em águas ultraprofundas, a mais de 5 mil metros de profundidade, que estão as reservas de Tupi e Júpiter. A primeira é estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Já Júpiter tem grande potencial de gás natural, que podem tornar o país auto-suficiente na produção do insumo energético.

Comentários dos leitores
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
caros , fiz um comentário que mais uma vez nao foi publicado. creio que deveria haver um 'log' de comentários nao publicados, incluindo o nome do usuário mas nao incluindo o comentário em si, e explicando o porque nao foi publicado.
Entendo que haja precaucoes , especialmente desde o caso da igreja universal, mas a forma presente , que nao identifica comentarios nao publicados nao é transparente. por favor, tornem o processo de aprovacao/nao aprovacao MAIS transparente.
obrigado.
José Renato
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José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
Que conveniente encontrarem um esquema de roubo de lap tops. Como no caso de Celson Daniel , a polícia fica ansiosa para justificar o 'crime comum'. Uma vergonha um delegado da Polícia Federal decidir pelo crime comum, sabendo que há bandidos que aceitam dinheiro para assumir 'broncas'. Falta só falar que todo mundo na Petrobrás transporta lap tops em caminhoes, junto com talao de cheque e blackberry. Práticas normais no mundo dos negócios.
Nunca houve tantos crimes comuns no Brasil relacionados a política como no Governo Lula.
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Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Com que então guilhotinaram a guilhotina da Abin. Que pena. Mas se era uma concorrência dirigida - a única que se tem notícia (sic) - fizeram muito bem. Afinal, ninguém deve duvidar da retidão desse sistema de Pregão Eletrônico.
Antigamente tinhamos um Serviço Nacional de Informações, SNI, que era um serviço que procurava por informações estratégicas. Agora temos a Agência Brasileira de Inteligência, ABIN, que deve ser a agência que procura inteligência. Que, pelo visto, anda difícil de encontrar...
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